Paulo Vitor/Estadão
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Lucro do Itaú Unibanco sobe 27,3% e soma R$ 4,4 bilhões no 1º trimestre

Aumento ocorreu em relação ao 1º trimestre de 2013; na comparação com o 4º trimestre, porém, houve queda de 4,9%

Aline Bronzati, da Agência Estado,

29 de abril de 2014 | 07h53

O Itaú Unibanco anunciou nesta terça-feira, 29, lucro líquido de R$ 4,419 bilhões no primeiro trimestre, montante 27,3% maior que o registrado em igual intervalo do ano passado, de R$ 3,472 bilhões. Em relação ao quarto trimestre de 2013 foi identificada queda de 4,9%.

"Essa ligeira redução do resultado no primeiro trimestre de 2014, em relação ao trimestre anterior, deve-se, principalmente, à redução das receitas de recuperação de créditos baixados como prejuízo (que costumam ser sazonalmente menores nesse trimestre) e à redução da margem financeira com o mercado, parcialmente compensados por despesas não decorrentes de juros (3,4% menores no período)", explica o Itaú, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

A carteira de crédito total do Itaú Unibanco, que inclui avais e fianças, fechou março com saldo de R$ 480,120 bilhões, recuo de 0,7% ante a cifra de dezembro, de R$ 483,397 bilhões. Na comparação anual, quando a carteira estava em R$ 434,239 bilhões, houve expansão de 10,6%.

Em ativos totais, o Itaú Unibanco somou R$ 1,107 trilhão nos três primeiros meses de 2014, avanço de 7,6% em relação ao mesmo período de 2013, de R$ 1,028 trilhão. Ante o quarto trimestre, foi visto leve aumento, de 0,15%.

O patrimônio líquido do Itaú Unibanco foi a R$ 82,173 bilhões ao final de março, alta de 10,4% em um ano e de 1,4% ante dezembro. O retorno sobre o patrimônio líquido médio atualizado (ROE) ficou em 22,0% no primeiro trimestre, aumento de 3,1 pontos porcentuais na comparação com um ano, de 18,9%. Ante os três meses imediatamente anteriores, o indicador apresentou declínio de 1,7 ponto porcentual.

Resultado recorrente. O Itaú Unibanco apresentou lucro líquido recorrente de R$ 4,529 bilhões de janeiro a março, incremento de 29% em relação ao mesmo período de 2013, de R$ 3,512 bilhões. Na comparação com o quarto trimestre o resultado foi 3,2% inferior. O ROE também no critério recorrente ficou em 22,6% ao final de março ante 23,9% em dezembro e 19,1% em um ano.

O lucro líquido recorrente do banco veio em linha com a estimativa de analistas do mercado. A média de cinco casas consultadas pelo Broadcast, serviço de informações da Agência Estado, (BTG Pactual, Credit Suisse, Goldman Sachs, Safra e UBS) indicava resultado de R$ 4,436 bilhões no período. O Broadcast considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.

Dentre os eventos não recorrentes no primeiro trimestre de 2014 ante um ano, o Itaú cita o efeito da decisão favorável sobre a discussão da legalidade da incidência de Cofins para sua natureza de operação proporcional à sua participação na Porto Seguro, provisão para contingências, amortização de ágio da Rede (ex-Redecard) e outros.

Inadimplência. A inadimplência do banco, considerando os atrasos acima de 90 dias, teve melhora de 0,2 ponto porcentual, passando de 3,7% em dezembro para 3,5% em março, em linha com a expectativa de analistas do mercado. Trata-se do sétimo recuo seguido trimestral do indicador. Em um ano, os calotes tiveram queda de 1 p.p.

"Esse indicador alcançou o menor valor desde a fusão entre o Itaú e o Unibanco, influenciado principalmente pela mudança do perfil de crédito da nossa carteira", destaca o Itaú Unibanco, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras.

A melhora nos calotes, conforme o banco, foi possível devido à queda do indicador tanto na pessoa física quanto na jurídica e também devido ao maior volume de baixa de créditos da carteira da instituição no valor de R$ 5,564 bilhões, principalmente, em veículos. Na comparação trimestral, porém, o indicador de PF teve alta de 0,2 p.p., de 4,7% em dezembro para 4,9% em março. Em um ano, foi vista melhora de 1,8 p.p. Já na pessoa jurídica ficou estável na comparação trimestral, em 3%, e queda de 1,0 p.p. em 12 meses.

As despesas com provisões para devedores duvidosos do Itaú, as chamadas PDDs, totalizaram R$ 4,252 bilhões nos três primeiros meses de 2014, alta de 1,4% em relação ao trimestre imediatamente anterior, mas queda de 13,9% em um ano. Já o resultado de créditos de liquidação duvidosa, que desconta as receitas de recuperação, foi a R$ 3,164 bilhões ao final de março, alta de 13,3% e queda de 17,9%, respectivamente e na mesma base de comparação.

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