Lucro líquido do Itaú Unibanco seguiu previsões

O lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco, de R$ 3,622 bilhões, no segundo trimestre deste ano, veio em linha com a previsão de analistas consultados pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. A média de seis casas (BTG Pactual, Bank of America Merrill Lynch, GBM Brasil, Safra, UBS e Citigroup) apontava para um lucro de R$ 3,6 bilhões no segundo trimestre. O montante é cerca de 1% superior ao visto um ano antes, de R$ 3,585 bilhões.

ALINE BRONZATI, Agencia Estado

30 de julho de 2013 | 09h13

O Broadcast considera que o resultado está em linha com as projeções quando a variação para cima ou para baixo é de até 5%.

PROJEÇÃO DE CRÉDITO - O Itaú Unibanco anunciou a revisão para baixo do crescimento da sua carteira de crédito em 2013, como previam analistas do setor. A expectativa da instituição é que os empréstimos totais avancem de 8% a 11% neste ano e não mais de 11% a 14% como previsto anteriormente.

No primeiro trimestre de 2013, a carteira total de crédito do Itaú foi a R$ 445,114 bilhões, crescimento de 2,5% ante a cifra de março, de R$ 434,239 bilhões. Em 12 meses, a expansão foi de 7,6%, segundo relatório que acompanha as demonstrações financeiras da instituição.

As demais projeções do Itaú Unibanco foram mantidas. O banco espera que as despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, encerrem o ano de 2013 entre R$ 19 bilhões e R$ 22 bilhões. No primeiro semestre, ficou em R$ 21,677 bilhões, queda de 15,6% em um ano.

Já as receitas de prestações de serviços e resultado com seguros, previdência e capitalização devem crescer, conforme o Itaú, de 15% a 18% em 2013. A expectativa do banco para as despesas não decorrentes de juros é de um intervalo de crescimento de 4% a 6%.

O índice de eficiência ajustado ao risco do Itaú Unibanco deve chegar ao final deste ano com uma melhoria de 2,0 pontos porcentuais a 4,0 pontos porcentuais.

INADIMPLÊNCIA - A inadimplência do Itaú Unibanco, considerando os atrasos acima de 90 dias, ficou em 4,2% em junho, uma melhora de 0,3 ponto porcentual ante o indicador do primeiro trimestre, de 4,5%, em linha com a previsão de analistas. Na comparação com 12 meses, quando o índice era de 5,2%, a melhora foi de 1 p.p.

As despesas de provisão para créditos de liquidação duvidosa, as chamadas PDDs, do Itaú somaram R$ 4,912 bilhões no segundo trimestre de 2013, leve redução de 0,6% em relação ao primeiro trimestre, de R$ 4,939 bilhões. Em um ano, o montante foi 20,2% menor, quando consideradas as despesas com PDDs no semestre, que chegaram a R$ 9,851 bilhões.

O resultado das despesas com PDDs ficou em R$ 3,650 bilhões ao final de junho. A cifra é 5,3% menor que a registrada em março. Em um ano, a redução foi ainda maior, de 26,9%.

O saldo de PDDs do Itaú encerrou o primeiro trimestre em R$ 26,399 bilhões, queda de 2,42% na comparação com o volume reportado em igual intervalo de 2012, de R$ 27,056 bilhões. Em relação aos três primeiros meses de 2013, a variação foi de 2,90%.

No segundo trimestre de 2013, a relação entre a despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa e a carteira de crédito atingiu 1,31%, superando o indicador do trimestre anterior em 0,03 ponto porcentual, e apresentando novamente o menor patamar desde a fusão entre Itaú e Unibanco ocorrida em 2008.

O Itaú Unibanco explica, em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, que a partir do segundo trimestre de 2013, como reflexo da estratégia de concentração em operações de menor risco e maior volume de garantias, aprimorou o seu sistema de controle de garantias (automóveis, imóveis, aplicações financeiras, entre outras) para a captura de seu valor de mercado atualizado para cada uma dessas operações individualmente.

"Em função destas melhorias, revisamos as classificações de risco das carteiras de veículos, de crédito imobiliário e de micro, pequenas e médias empresas", destaca o banco, acrescentando que como consequência, as operações com garantias que tenham valor atualizado que excedam ao saldo devedor foram reclassificadas para melhores níveis de risco.

Por outro lado, as operações com garantias com valor atualizado insuficientes para mitigação de todo o risco foram reclassificadas para piores níveis de risco, de acordo com o banco. O impacto destas reclassificações, contudo, foi "imaterial" para o resultado do trimestre.

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