Lucros da BP e da Conoco desapontam com queda na produção

A BP Plc e a ConocoPhillips reportaram lucros trimestrais decepcionantes nesta quarta-feira, com a queda de produção de de ambas anulando a inesperada alta dos preços de energia.

MATT DAILY, REUTERS

27 de abril de 2011 | 14h05

Os lucros da BP recuaram 2 por cento devido aos custos relacionados ao derramamento de petróleo no Golfo do México no ano passado, enquanto a produção da Conoco sofreu com os conflitos na Líbia, além de problemas com oleodutos na América do Norte.

Os preços do petróleo bruto tiveram aumento de quase 40 por cento no primeiro trimestre, na comparação com o ano passado, e as margens para transformar óleo em gasolina e diesel engordaram, elevando as expectativas de que as maiores companhias de petróleo do mundo teriam fortes lucros.

As ações da BP caíram no início do dia, mas depois se recuperaram ficando quase estáveis ao meio-dia, enquanto as ações da Conoco estavam em queda de 3 por cento.

"Os estoques de energia estão, de maneira geral, em baixa hoje. O setor tem sido um dos grupos de melhor performance, então eu acho que as pessoas estão aproveitando a oportunidade para ter algum lucro", disse Mike Breard, analista de petróleo da Hodges Capital, em Dallas.

A produção de petróleo e gás natural da BP caiu 11 por cento com a venda de ativos para pagar os bilhões de dólares da dívida pelo derramamento em abril de 2010, no poço de Macondo.

A Conoco, em Houston, registrou um declínio de 7 por cento na produção de petróleo e gás natural, para 1,7 milhão de barris por dia, por causa da paralisação da Líbia e da interrupção do sistema de oleoduto Trans Alaska em janeiro, além de suas próprias vendas de ativos.

Enquanto isso, o grupo italiano Eni disse que os tumultos na Líbia reduziriam sua produção anual, após uma queda de 9 por cento no primeiro trimestre.

Desde abril, a produção na Líbia tem ficado entre cerca de 50 mil e 55 mil barris equivalentes de petróleo por dia, abaixo dos 280 mil esperados antes da rebelião contra o líder Muammar Gaddafi, que estourou em fevereiro, segundo a Eni.

O lucro líquido ajustado da Eni subiu quase 22 por cento, superando as previsões dos analistas e elevando a ação da empresa em cerca de 1,7 por cento.

No Brasil, a Petrobras anuncia seus resultados no dia 13 de maio.

(Reportagem adicional de Stephen Jewkes, Tom Bergin e Anna Driver)

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