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Luiz de Mendonça passa a fazer parte da holding J&F

O executivo também fez parte do alto escalão da petroquímioca Braskem, onde teve uma cadeira no conselho pelos últimos sete anos

Coluna do Broadcast, O Estado de S. Paulo

28 de abril de 2019 | 05h00

Luiz de Mendonça, que passou seus últimos 17 anos no Grupo Odebrecht, já tem destino certo: vai integrar a J&F, holding dos irmãos Batista. A decisão do novo posto deve ser anunciada em breve, e o executivo deve liderar uma das empresas do grupo, composto pela JBS, Banco Original, Zetta (Infraestrutura e Participações), Flora (higiene e limpeza), Eldorado de Celulose e Âmbar Energia. Na Odebrecht, Mendonça esteve à frente da Atvos, ex-Odebrecht Agroindustrial, por mais de sete anos, empresa que hoje enfrenta o desafio de renegociar, pela segunda vez, uma dívida que soma mais de R$ 12 bilhões. O executivo também fez parte do alto escalão da petroquímioca Braskem, onde teve uma cadeira no conselho pelos últimos sete anos. Procurada, a J&F não comentou.

Combustível. A Ultrapar prepara captação de recursos no exterior com emissão de bônus, ainda sem data definida para a colocação dos papéis. A companhia tem plano de investimentos para 2019 que somam R$ 1,8 bilhão, dos quais cerca de R$ 800 milhões devem ser destinados à rede de postos Ipiranga. 

Fila. A operação se soma à anunciada na última sexta-feira, 26, pela Marfrig, que inicia nesta semana encontro com investidores para emissão externa de bônus. Desde janeiro, as empresas brasileiras levantaram US$ 10 bilhões em bônus - sendo mais de US$ 8 bilhões somente a partir de março.

Encrenca. O Marchini Botelho Caselta Advogados trouxe o desembargador aposentado José Amado de Faria Souza para o seu quadro de sócios. Na mira do escritório, estão eventuais imbróglios do mundo empresarial. Focado em direito concorrencial, contencioso e ambiental, a chegada de Faria Souza para o time do escritório abre uma nova frente para demandas judiciais empresariais mais complexas, na área criminal, e programas corporativos de compliance com foco na lei anticorrupção.

Foco. O grupo francês Casino, dono do GPA no Brasil, está determinado em aumentar seus resultados no universo digital e, de quebra, consolidar sua posição de maior player no e-commerce dentre seus pares. A meta da companhia é aumentar a proporção de receitas que gera online de 18% no quarto trimestre de 2018 para 30% em 2021. Saltarão assim de 300 milhões de euros para 1 bilhão de euros. 

Diga com quem andas. Dar tal passo será possível graças a duas parcerias que o Casino fechou recentemente. Uma é com a gigante Amazon, onde a rede de supermercados Monoprix, na França, tem uma loja virtual desde setembro de 2018. O outro acordo foi fechado com o e-commerce britânico Ocado.

Apressadinho. O varejo ainda não conseguiu ter tanto sucesso na internet porque começou “cedo demais”, na opinião do CEO do Casino, Charles Naouri. No Brasil, o GPA, que controla as redes Pão de Açúcar e Extra, comprou a startup James Delivery para entrega de produtos via internet. O objetivo é fechar o ano com o serviço ativo em 13 cidades. 

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