Associated Press
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Lula diz estar surpreso com redução de investimentos da Vale

Presidente diz que vai entrar em contato com Agnelli para tratar do assunto; 'A Vale tem dinheiro em caixa'

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

22 de maio de 2009 | 15h03

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira, 22, em Ancara, na Turquia, que ficou "surpreso" com a notícia da redução de investimentos da Vale. Lula prometeu que, ao retornar ao Brasil, neste sábado, entrará em contato com o presidente da Vale, Roger Agnelli, para tratar do assunto.

 

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"A Vale tem dinheiro em caixa", afirmou Lula. Em sua avaliação, a Vale precisa manter os compromissos de investimentos no Brasil. O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, avaliou que a notícia do corte de investimentos da Vale "não é boa, mas não preocupa".

 

A Vale reduziu em US$ 5,2 bilhões sua projeção de investimentos para 2009. A decisão, aprovada na quinta-feira pelo conselho de administração da companhia, foi motivada por três fatores: redução de custos, desvalorização do real e alongamento dos cronogramas de alguns projetos. A cifra supera o valor de todos os projetos de expansão do setor de papel e celulose para os próximos quatro anos, que soma cerca de US$ 4,5 bilhões, segundo estimativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

 

Em comunicado divulgado ao mercado, a Vale informou que o novo orçamento para 2009 é de US$ 9,035 bilhões, 36,5% inferior aos US$ 14,235 bilhões projetados inicialmente. A possibilidade de revisão dos investimentos foi sinalizada durante a divulgação do balanço do primeiro trimestre da companhia, em virtude das mudanças no cenário econômico desde o estouro da crise financeira mundial.

 

Em outubro de 2008, quando a companhia bateu o martelo e divulgou seu plano de investimento, o ambiente ainda não refletia uma desaceleração tão forte da economia mundial. O cenário piorou nos meses seguintes, obrigando a companhia a adotar uma série de medidas, como a demissão de 1,3 mil funcionários e a suspensão de atividades em algumas minas, com a concessão de férias coletivas aos trabalhadores.

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