Lula promete novos investimentos da Petrobras na Bolívia

A Petrobras realizará fortesinvestimentos na Bolívia, com uma visão de longo prazo e tendoa estatal local YPFB como parceira, disse na sexta-feira opresidente Luiz Inácio Lula da Silva, sem citar cifras nemprojetos específicos. "Apoiamos o desenvolvimento da Bolívia e apoiamos demaneira decidida o fortalecimento da sua infra-estrutura",disse Lula em Riberalta (norte da Bolívia), em evento que tevea participação do presidente Evo Morales e também do mandatáriovenezuelano, Hugo Chávez. "Está clara nossa decisão de aprofundar a cooperação nocampo energético, por isso decidimos que a Petrobras tem derealizar novos investimentos na Bolívia", acrescentou Lula, quedisse estar cumprindo assim um convênio firmado em dezembro emLa Paz. Desde a nacionalização dos hidrocarbonetos, decretada em2006 por Morales, a Petrobras reduziu seus investimentos naBolívia ao mínimo necessário para a manutenção das operações.Além disso, foi forçada a vender para a YPFB duas refinariasque havia adquirido em 2000. Para 2008, o governo boliviano anunciou um salto nosinvestimentos petrolíferos, que devem atingir mais de 1,2bilhão de dólares, sem incluir a Petrobras, que ésimultaneamente o maior produtor e comprador de gás natural daBolívia. Lula disse que a Petrobras fará investimentos de risco coma YPFB, a estatal boliviana que controla toda a cadeiaprodutiva e de comercialização de hidrocarbonetos no país. "Muitas ações, como a perfuração conjunta de poços com aYPFB podem e devem ser executadas. É necessário apenas queprevaleça a visão de longo prazo", acrescentou. O Brasil importa atualmente da Bolívia 30 milhões de metroscúbicos de gás natural por dia, o que significa três quartos daprodução do país. O contrato de suprimento vai até 2019. Na quarta-feira, Morales sancionou uma lei que autoriza osprimeiros investimentos de risco da estatal venezuelana PDVSAna Bolívia. A estatal controlada por Chávez investirá inicialmente 900milhões de dólares na sociedade com a YPFB para prospectar eexplorar gás e petróleo, segundo Caracas.(Reportagem de Carlos Alberto Quiroga)

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