Lula: Se depender de Dilma e Mantega, seremos 5ª economia em 2016

'Somos a nação do pré-sal, a nação da Copa do Mundo, das Olimpíadas' disse presidente durante balanço de seus oito anos de governo

Eduardo Rodrigues, Fabio Graner, Adriana Fernandes e Karla Mendes, da Agência Estado,

15 de dezembro de 2010 | 14h40

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira, 15, que o Brasil deve se tornar a quinta maior economia do mundo em 2016, se depender da presidente eleita Dilma Rousseff e do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que continuará no cargo.

"Somos a nação do pré-sal, a nação da Copa do Mundo, das Olimpíadas, e se depender da Dona Dilma e do Don Guido, vamos ser a quinta economia do mundo em 2016 e vamos conquistar essa medalha de ouro", disse Lula durante balanço de seus oito anos de governo.

O presidente destacou os mais de 80% de aprovação de seu governo ao fim do segundo mandato e lembrou que se somadas às avaliações de "regular", sua aprovação chega a 96% da população. "É quase a unanimidade", disse Lula. "Peço aos outros 4% que nos classificaram como ruins ou péssimos, que nos olhem com bondade e que olhem para a Dilminha com bondade", acrescentou.

O presidente afirmou que, ao contrário do que impressa teria publicado, não foi ele quem escolheu a continuidade dos ministros Mantega e Paulo Bernardo (que deixa o Planejamento e assume as Comunicações) no próximo governo. "A Dilma os conhece muito mais do que eu. Cada vez que eles entravam na minha sala, já tinham feito duas ou três reuniões com ela. Ela que escolheu, com o livre arbítrio dela", disse Lula.

O presidente fez uma homenagem especial ao vice-presidente José Alencar, que se encontra internado no Hospital Sírio Libanês. Ele lembrou do jantar no qual conheceu Alencar e que, na hora, pensou que ele seria seu vice.

Ele disse duvidar que algum governante mundial tenha tido um vice-presidente tão bom quanto José Alencar. "Pode ter igual, mas melhor eu duvido, um companheiro fiel como eu nunca vi na vida", disse. "O grande empresário e um médio sindicalista se juntaram e fizeram pelo Brasil o que muitos outros não fizeram", concluiu.

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