Lula sinaliza que vetará o fim do fator previdenciário

O texto aumenta em 7,72% as aposentadorias com valores acima do salário mínimo

Carol Pires, da Agência Estado,

20 de maio de 2010 | 14h19

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sinalizou, hoje, durante discurso na XIII Marcha dos Prefeitos, em Brasília, que vetará o fim do fator previdenciário, aprovado ontem no Senado,na forma de emenda à Medida Provisória de reajuste dos aposentados. O texto aumenta em 7,72% as aposentadorias com valores acima do salário mínimo, e deve ser encaminhado agora à Presidência da República para sanção.

O líder do governo no Senado, senador Romero Jucá (PMDB-RR), já havia anunciado ontem que o veto ao fim do fator previdenciário estava garantido pelo presidente.

"Tem gente que acha que ganha voto fazendo isso. Se o povo compreendesse o que significa isso, eles podem nem ganhar tanto voto quanto pensam", disse Lula aos prefeitos.

A Medida Provisória original encaminhada pelo presidente ao Congresso previa apenas reajuste de 6,14%. Na Câmara foi incluído o fim do fator previdenciário e o reajuste do índice para 7,72%. O governo ainda tentou reverter a situação e costurou acordo para reajuste de 7% dos benefícios, mas, com a proximidade das eleições, não foi possível convencer os deputados de não conceder aumento maior aos aposentados.

Segundo técnicos do Congresso, o reajuste e o fim do fator previdenciário podem gerar despesa extra de R$ 5,6 bilhões a partir de 2011. Somente neste ano, o rombo seria de R$ 1,8 bilhão. O mecanismo do fator previdenciário foi aprovado no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) para desestimular aposentadorias precoces e beneficiar trabalhadores que se mantivessem no mercado de trabalho. 

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