Magazine Luiza prevê manter alta de vendas em 2 dígitos

Foco da varejista agora é a integração da rede nordestina Maia e do Baú, adquiridos recentemente

Rodrigo Petry, da Agência Estado,

21 de setembro de 2011 | 18h59

O presidente da rede varejista Magazine Luiza, Marcelo Silva, disse nesta quarta-feira, 21, que a empresa prevê manter as vendas na faixa de crescimento de dois dígitos neste ano. Segundo ele, as vendas neste final de ano serão "boas", mas não excepcionais como no ano passado, pela forte base de comparação. "Nos guiamos pela geração de emprego, que segue forte", disse, em conversa com jornalistas, após participar de Fórum de Varejo da América Latina.

Ele acrescentou que o foco da companhia neste momento é a integração das últimas aquisições, da rede nordestina Maia no ano passado e mais recentemente do Baú, que pertencia ao Grupo Silvio Santos. O executivo, porém, salientou que novas compras de redes não estão descartadas. "Aquisições são oportunidades", disse.

Segundo ele, a recente queda dos juros "favorece" o desempenho das vendas. Silva destacou ainda que não foram identificados aumentos nas taxas de inadimplência.

Rede Maia busca dobrar vendas

Silva disse ainda estimar que o faturamento das lojas Maia dobre este ano em relação ao desempenho do ano passado. Segundo ele, isso deve ocorrer pelo avanço do processo de integração dessa aquisição, feita no meio do ano passado. Apenas no primeiro semestre deste ano, quando essas informações passaram a ser consolidadas no balanço da companhia, as vendas da Maia somaram R$ 490 milhões.

Dentro do processo de integração com Maia, o executivo disse que, a partir da segunda quinzena de outubro, todas as 15 lojas adquiridas em Pernambuco e, até o final do ano, as oito de Alagoas, terão apenas a marca Magazine Luiza. Segundo ele, esse processo seguirá em 2012, com as conversões, primeiramente, dos pontos de venda no Ceará e na Bahia. "As mudanças nos demais estados nordestinos segue ao longo de 2012."

No primeiro ano após a aquisição da rede Maia, os pontos de venda ostentavam as duas marcas nas fachadas das lojas. Segundo Silva, as etapas de integração ocorrem com primeiramente com os colaboradores, seguindo depois para a mídia, mix de produtos e crédito.

De acordo com Silva, para sustentar o crescimento esperado das vendas no Nordeste, a empresa vai inaugurar um centro de distribuição próprio em João Pessoa (Paraíba), com 40 mil metros quadrados, para substituir o antigo, que era alugado, e com capacidade de 15 mil metros quadrados. Outro CD da empresa fica em Simões Filho (BA).

Silva disse ainda que em dois anos é esperada que a produtividade dos pontos de venda adquiridos do Baú se assemelhem às da Magazine Luzia. "Não estamos tendo dificuldades na integração com o Baú", disse. As primeiras lojas com a antiga marca Baú começa a ser reabertas como Magazine Luiza a partir de outubro.

Texto atualizado às 19h50

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