Maggi reafirma que não assinou moratória da carne, diz Acrimat

Pacto firmado entre Greenpeace e frigoríficos tem como objetivo amenizar o desmatamento da Amazônia

Venilson Ferreira, da Agência Estado,

13 de outubro de 2009 | 12h28

O presidente da Associação de Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Mário Candia, disse nesta terça-feira, 13, que o governador de Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), reafirmou durante reunião com liderança do setor que não assinou a moratória da carne, firmada entre a Organização Não-Governamental (ONG) Greenpeace e os frigoríficos JBS-Bertin e Marfrig, na semana passada em São Paulo.

 

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Candia foi o porta-voz dos pecuaristas ao sair da reunião com o governador Maggi. De acordo com Candia, Maggi endossou que é contra o desmatamento zero e defende que os produtores possam utilizar até 20% da área florestal, como prevê a lei, do Bioma Amazônia.

 

Ele comentou que a informação de que Maggi assinaria a moratória "foi deturpada, pois o governador não assinou nada. Participou apenas como convidado". Candia acrescentou que os produtores irão se reunir nas próximas semanas com representantes dos frigoríficos para discutir o assunto. Segundo ele, alguns produtores estariam sendo discriminados. Ele, no entanto, não soube precisar quantos criadores estão enfrentando problemas para vender gado aos frigoríficos.

 

O deputado federal Homero Pereira (PR-MT), que participou da reunião, disse que o governo do Estado entende que deve se pautar pela legislação estadual e pelo Código Florestal, sem estar sujeito às pressões de ONGs. "Houve um mal entendido sobre a participação do governador na assinatura da moratória da carne", ressaltou.

 

Na semana passada, durante audiência pública na Assembleia Legislativa, líderes políticos e ruralistas cobraram um posicionamento firme do governo pela derrubada do projeto de lei do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encaminhado ao Congresso Nacional. Homero Pereira afirmou que ele e a deputada Telma de Oliveira (PSDB-MT) já foram indicados pelos seus respectivos partidos para integrar a comissão especial que irá analisar o projeto de lei de zoneamento da cana-de-açúcar. "Esperamos contar com o apoio de Mato Grosso do Sul, Goiás e Tocantins para alterar os termos do projeto de lei que restringem a expansão do setor sucroalcooleiro", concluiu.

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