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Maior franqueadora do McDonald's tem prejuízo de US$ 28,2 mi no primeiro trimestre

Receitas consolidadas da Arcos Dorados somaram US$ 775,1 mi nos primeiros três meses do ano, queda de 15,3% ante igual período de 2014; em crise, rede de fast-food vem registrando queda nas vendas

André Ítalo Rocha, O Estado de S. Paulo

12 Maio 2015 | 10h51

A Arcos Dorados, a maior franqueada de restaurantes do McDonalds's no mundo, registrou prejuízo líquido de US$ 28,2 milhões no primeiro trimestre de 2015, depois de apresentar perda de US$ 20,6 milhões em igual período do ano anterior, segundo balanço divulgado nesta terça-feira.

As receitas consolidadas somaram US$ 775,1 milhões nos primeiros três meses do ano, queda de 15,3% em comparação com igual período de 2014. Em bases orgânicas e com a exclusão das operações na Venezuela, há alta de 6,8%.

Os ganhos anteriores a juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) alcançaram US$ 41,9 milhões no cálculo ajustado, queda de 16,8% ante o montante registrado um ano antes.


Crise. O McDonald's registrou queda acima do esperado em seu lucro do primeiro trimestre, ao reportar ganho de US$ 811,5 milhões no período (US$ 0,84 por ação), valor 33% menor que o US$ 1,2 bilhão (US$ 1,21 por ação) anunciado um ano antes.

Em março, a companhia anunciou que as vendas mundiais da rede de fast-food recuaram pelo nono mês consecutivo. De acordo com analistas, as vendas nos Estados Unidos sofreram impacto da "atividade agressiva da concorrência".

O McDonald's vem perdendo fatias de mercado nos EUA para rivais como a Five Guys Burgers and Fries, a Chipotle Mexican Grill e outros restaurantes menores e regionais, que são vistos como lojas com produtos mais frescos e de qualidade maior.

Campanha contra. Liderada por um grupo de entidades sindicais como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh), com apoio da CUT e da UGT, a nova onda de ataques contra o McDonald’s, seja por más condições de trabalho ou pela qualidade de seus ingredientes, chegou ao Brasil

Os sindicalistas protocolaram mais uma ação civil pública contra a rede de fast-food. Na ação, entregue em março, 18, ao Tribunal de Justiça do Trabalho, os sindicalistas pedem que a empresa “crie um sistema de cargos e funções para os empregados de suas lanchonetes”, “repare prejuízos morais causados a empregados e ex-empregados” e “fique obrigada a contratar novos funcionários com base na função específica a ser desempenhada”.

A nova ofensiva dos sindicatos brasileiros ocorre num momento em que a matriz americana vem sendo pressionada por ativistas e trabalhadores. Em março, um grupo de funcionários americanos denunciou 19 unidades da rede aos órgãos reguladores dos Estados Unidos por “trabalho perigoso". / COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES

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