Maior uso de eólicas no Brasil pode criar dependência de térmicas de reserva, diz Fitch

Os esforços do Brasil para diversificar a produção de energia com maior uso de fontes renováveis, incluindo usinas eólicas, deve resultar na dependência mais frequente de térmicas de reserva, segundo a agência de classificação de risco Fitch.

REUTERS

20 de junho de 2014 | 16h03

Segundo a entidade, o uso consistentemente alto de usinas de reserva poderia levar ao adiamento de grandes manutenções e ao aumento dos custos do ciclo de vida das usinas.

"Acreditamos que esse aumento de custo seria particularmente grave se a demanda por essa energia de reserva aumentar devido a uma seca prolongada ou outra interrupção de fornecimento", disse a Fitch em relatório nesta sexta-feira.

Operadores de usinas térmicas que não cumprem com despachos do Operador Nacional do Sistema (ONS) podem ficar expostos a riscos nas métricas de geração de fluxo de caixa e de cobertura da dívida, se tiverem que comprar energia no mercado à vista.

A Fitch acredita que usinas de reserva devem ter previstos nos contratos mecanismos de repasse para recuperar totalmente os custos variáveis, como combustível (particularmente para projetos que estão em áreas remotas onde a oferta de combustível pode estar sujeita a aumento do custo de transporte).

"A dependência de usinas de standby poderia desempenhar um papel mais importante na confiabilidade do sistema elétrico no futuro", disse a Fitch.

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