Mais 400 funcionários devem se desligar de Furnas

Mais 400 funcionários deverão sair de Furnas até o fim do ano por causa do plano de incentivo ao desligamento (PID) executado pelo acionista controlador, a Eletrobras. Até o momento, Furnas já contabiliza a saída de 1,204 mil empregados de sua força de trabalho, afirmou o diretor-presidente de Furnas, Flávio Decat, que participou nesta segunda-feira, 23, do Fórum Fontes Energéticas Alternativas.

WELLINGTON BAHNEMANN, Agencia Estado

23 de setembro de 2013 | 13h20

Decat afirmou que, a partir do ano que vem, no entanto, a ideia da empresa é iniciar um processo de recomposição de sua força de trabalho. A intenção de Furnas é de convocar, por ano, em torno de 150 pessoas aprovadas em concursos públicos realizados em anos anteriores e que estavam no cadastro de reservas da companhia. Além disso, a estatal irá investir no treinamento da mão de obra para evitar que a renovação do quadro de funcionários afete a operação dos seus ativos.

O PID é uma das ações adotadas pelo Grupo Eletrobras para fazer frente aos efeitos da Medida Provisória (MP) 579, que reduziu a receita anual da estatal em R$ 8,75 bilhões a partir deste ano. Há duas semanas, o presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto, afirmou que o PID deve fechar com uma adesão de 5,4 mil funcionários, o que diminuiria a força de trabalho da estatal dos atuais 28 mil funcionários para 23 mil funcionários.

Segundo a última parcial anunciada pela Eletrobras, 4,3 mil empregados já haviam aderido ao PID. Para atingir a meta de 5,4 mil funcionários, a estatal conta com a abertura do programa na Eletronuclear, o que ainda não ocorreu, e com a retomada do plano de desligamento em Furnas. Os gastos com mão de obra representam uma das maiores despesas do Sistema Eletrobras.

Leilões

Decat afirmou que a Furnas está interessada em duas das quatro hidrelétricas que o governo federal pretende licitar no leilão de energia nova A-5 (início de entrega da energia em 2018), marcado para dezembro deste ano. Os projetos em questão são as usinas São Manoel (PA/MT), no Rio Teles Pires, e Itaocara (RJ), recentemente devolvida ao governo pela Light e pela Cemig.

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