MAN projeta vendas estáveis de caminhões em 2014

O presidente (CEO) da MAN Latin America, Roberto Cortes, projeta vendas de caminhões estáveis, com viés de baixa, em 2014 ante 2013. Segundo o executivo, como a economia não está "se desenvolvendo tanto", há setores que não estão fazendo encomendas de veículos, como o da indústria, no geral, e comércio. Sobre esse último setor, a MAN ainda espera alguma recuperação no decorrer do ano.

SUZANA INHESTA, Agencia Estado

26 de março de 2014 | 19h09

"Em condições normais da economia, as vendas cresceriam. Para se ter uma ideia, em janeiro e fevereiro, mesmo tendo mais dias úteis de venda, as vendas do segmento de caminhões no País caiu 4%. Março também não foi bom. Ou seja, o primeiro trimestre não será bom, mas esperamos alguma melhora nos próximos períodos", disse a jornalistas, após a cerimônia de entrega de seu primeiro caminhão movido 100% a Gás Natural para a Ambev, projeto em parceria com a fabricante de bebidas e a Coopercarga.

Ele disse que os clientes hoje estão analisando o melhor custo-benefício - o que inclui preço, combustível, plano de manutenção e assistência técnica - na hora de suas encomendas.

Por outro lado, segmentos como o agrícola, bebidas, alimentos, coleta de lixo e infraestrutura são os que sustentam as vendas da companhia. "As vendas do segmento agrícola estão ligados à safra de grãos recorde. Foi assim no ano passado e está sendo e será nesse ano. O de alimentos e bebidas tem muito a ver com a Copa. E no caso de infraestrutura são os projetos governamentais que estão sendo fechados e que tem potencial grande de expansão", disse.

O executivo ainda comentou que espera que a situação de economia fraca não se agrave com o rebaixamento do rating de crédito do Brasil pela agência de classificação de risco Standard & Poor''s. "Pelo menos ontem vimos que a Bolsa e o mercado de juros não reagiram negativamente à decisão da agência. Já era esperado. Mas aguardamos que isso não agrave ainda mais o cenário econômico atual", disse.

Ônibus

O presidente da MAN também informou que houve um aumento nos pedidos de ônibus para fretamento (turismo), parte impulsionado pela realização da Copa do Mundo. "Mas há um número grande de veículos para renovação de frota", ressaltou.

Caminhão a gás

Cortes não quis revelar o valor de investimento no protótipo do caminhão 100% movido a gás natural, entregue para a Ambev hoje, mas disse que prazo do desenvolvimento do projeto - oito meses - foi recorde. Ele será operado pela Coopercarga em projeto-piloto no Rio de Janeiro durante seis meses. Ele ainda disse que na frota da Ambev, 75% ou 2,5 mil são caminhões Volkswagen.

Para o presidente da Coopercarga, Osni Roman, participar do projeto faz parte da estratégia da companhia em adotar a sustentabilidade. "Nós vamos verificar na prática o desempenho do caminhão. E vai ser uma forma de motivar a equipe: vamos escolher as melhores equipes para manuseá-lo", disse. A Coopercarga opera para a Ambev no grande Centro do Rio e São Cristóvão, Grande São Paulo (Diadema e Moóca), Londrina (PR) e Nordeste do País.

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