Mantega admite que meta fiscal de 2010 não foi cumprida

Ministro reconheceu que será necessário lançar mão de abatimentos para fechar o ano com o cumprimento da meta de superávit primário de 3,1% do PIB

Fernando Nakagawa, Adriana Fernandes e Celia Froufe, da Agência Estado,

28 de janeiro de 2011 | 11h50

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reconheceu nesta sexta-feira, 28, que será necessário lançar mão de abatimentos para fechar o ano com o cumprimento da meta de superávit primário do setor público consolidado, de 3,1% do PIB. "A meta para 2010 para o governo central está cumprida, de 2,15% do PIB. Cumprimos a meta cheia. Em relação a Estados e municípios, talvez não dê para cumprir totalmente", reconheceu.

Diante do resultado aquém do esperado, Mantega admitiu que será necessário usar abatimentos em infraestrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para fechar o ano. "Então, vai faltar alguma coisa para completar os 3,1% do PIB e isso se dará por uma parte do PAC. Isso será conhecido na segunda-feira", disse Mantega.

Déficit nominal

O ministro anunciou que o setor público consolidado deve fechar o ano de 2010 com déficit nominal entre 2,4% e 2,7% do PIB. Se confirmado, o valor será menor que o registrado em 2009, quando o déficit nominal somou valor de 3,34% do PIB. "Portanto, menor que o ano passado", disse Mantega, em entrevista concedida na portaria do Ministério da Fazenda.

Mantega também anunciou que a dívida líquida do setor público também diminuiu em 2010. Em 2009, o indicador fechou em 42,5% do PIB. Em 2010, o ministro da Fazenda prevê que o dado feche em torno de 41% do PIB.

Os dados foram usados pelo ministro para rebater relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) que aponta para a deterioração da situação fiscal do Brasil.

(Texto atualizado às 12h11)

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