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Ed Ferreira/ Estadão
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Mantega afirma que inflação fechará o ano dentro da meta

Em audiência pública na Câmara dos Deputados, ministro da Fazenda disse que o País está preparado para enfrentar mais este episódio da crise

Laís Alegretti, Adriana Fernandes e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

26 de junho de 2013 | 10h43

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira, 26, que o Brasil está preparado para enfrentar mais este episódio da crise financeira internacional. "Nós temos tido vários capítulos da crise. Tivemos melhora em 2010, piora 2011 e 2012, e agora talvez caminhe para uma melhora, mas o Brasil se preparou para enfrentar a crise", afirmou em audiência pública na Câmara dos Deputados.

Mantega destacou o tema inflação, que está sob controle há vários anos, na sua avaliação, mesmo com as pressões inflacionárias causadas por choques externos. "Continuamos mantendo a inflação dentro da meta e continuará assim este ano. Ela já está diminuindo e fechará o ano cumprindo as metas estabelecidas", afirmou. Mantega disse que o governo tem o controle da inflação com base em vários mecanismos.

Segundo ele, o governo implementou uma estratégia de desenvolvimento nos últimos anos. Mantega destacou que o País registrou um crescimento médio do PIB de 3,6% nos últimos dez anos enquanto que os investimentos tiveram uma taxa de expansão de 6,1% entre 2003 e 2012, acima do crescimento da economia.

O ministro destacou também a solidez fiscal, com resultados primários sempre positivos e redução da dívida brasileira. "Podemos ver alguns parâmetros que mostram como o Brasil está mais preparado para enfrentar a crise hoje, do que em 2008, quando houve o episódio mais forte da crise", disse. O ministro afirmou que o reforço das reservas internacionais é um desses instrumentos de enfrentamento da crise, que já superam US$ 370 bilhões. "É fundamental em uma crise cambial que haja reserva de moeda forte no País e nós temos isso", disse.

Ele lembrou também que a dívida líquida do País vem caindo ao longo do tempo, chegando a 35% do PIB em abril, o que torna o País menos vulnerável. Mantega disse que o Brasil tem ainda um sistema financeiro bastante sólido, com alavancagem baixa.

Segundo ele, o forte mercado de consumo foi constituído com uma forte geração de emprego. Mais de 20 milhões de novos empregos foram gerados no governo do petista. "Não ouvimos quase mais falar de desemprego, vivemos quase uma situação de pleno emprego", afirmou. Segundo ele, o Brasil tem hoje um dos menores níveis de desemprego de toda série histórica.

Projeções equivocadas. Ao rebater as críticas da oposição, o ministro admitiu que fez projeções equivocadas em 2011 assim como todos os economistas. Ele lembrou que pesquisa Focus do Banco Central previa um crescimento do PIB de 4,5% do PIB em 2012 e 2013.

"Então quem adivinhou que haveria uma recaída da crise? E todo mundo reviu. Eu também fiz uma previsão equivocada e nós vamos fazendo as revisões", disse em audiência pública na Câmara dos Deputados.

Mantega também defendeu a decisão do governo de alterar as regras de remuneração da caderneta de poupança. "As regras da poupança foi para garantir o interesse do poupador, tanto que não vi nenhuma crítica", disse. Segundo ele, o número de pessoas aplicam em poupança têm aumentado muito.

Ele lembrou que as regras estão atreladas ao comportamento da taxa Selic. "Quando sobe a Selic, sobe poupança. É um sistema que beneficia os poupadores sem nenhum problema", disse.

O ministro afirmou que o crescimento do Brasil, "que foi fraco no ano passado", está se acelerando. Ele citou o resultado do primeiro trimestre e disse que o crescimento é puxado por investimentos, recuperação da indústria e agricultura. "Podemos ver que o Brasil se situou entre os países que tiveram crescimento melhor no primeiro trimestre", disse, durante audiência pública na Câmara dos Deputados.

Sobre o segundo trimestre, Mantega disse que o desempenho está sendo melhor, mas que a equipe ainda não tem os dados completos. Os dados de abril, segundo ele, indicam bom crescimento da indústria dos bens de capital. Ele citou, ainda, o comércio varejista, que teve crescimento de 7% nos últimos 12 meses, mas lembrou que as taxas de crescimento são menos fortes do que em anos anteriores.

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