Mantega assegura que 2012 será melhor para a indústria do que 2011

Segundo Mantega, o governo deve anunciar em breve os novos segmentos da indústria que terão desoneração da folha de pagamento

Ricardo Leopoldo e Francisco Carlos de Assis, da Agência Estado,

26 de março de 2012 | 21h36

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, assegurou hoje ao presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo(Fiesp), Paulo Skaf, que 2012 será melhor que 2011 para a indústria. Ele fez esta afirmação após ter passado a tarde e parte do começo da noite desta segunda-feira reunido com empresários do setor industrial na sede da entidade em São Paulo. "2012 será um ano melhor para a indústria, viu Paulo. Te asseguro", disse Mantega ao presidente da Fiesp, que esteve ao seu lado durante entrevista coletiva.

De acordo com o ministro, a reunião foi pautada pela discussão dos grandes problemas do setor e as maneiras de enfrentá-los. Uma destas formas seria a desoneração da folha de pagamento da indústria. O ministro confirmou que, neste aspecto, há uma grande convergência entre os pensamentos do governo e da indústria. A única divergência, de acordo com Mantega, reside no fato de os empresários estarem pedindo uma desoneração maior sobre a folha de pagamento.

Mantega lembrou que, no fim do ano passado, o governo já havia desonerado a folha de pagamento de quatro setores no âmbito do Programa Brasil Maior, ao substituir a alíquota de 20% do INSS por uma alíquota de 1,5% sobre o faturamento. A reivindicação da indústria agora é para que esta desoneração seja ampliada e que abranja um número maior de setores e empresas.

O ministro disse que o governo "fará tudo o que tiver de ser feito para a indústria sobreviver." "Temos um setor de commodities forte, mas não vamos abrir mão da indústria. Temos uma indústria forte e um mercado interno para consumir o que ela produz", disse, acrescentando que o governo vai continuar a dar condições financeiras e tributárias para que a indústria volte a crescer.

Desoneração de mais setores

Segundo Mantega, o governo deve anunciar em breve os novos segmentos da indústria que terão desoneração da folha de pagamento. "Estamos revendo a alíquota, mas será menor do que 1,5%", comentou, referindo-se à nova cobrança, que incide sobre o faturamento das companhias. "Se conseguirmos alíquota única, será melhor. Porém, pode ser que algum setor tenha alíquota diferente", ressaltou.

De acordo com Mantega, o foco da desoneração da folha de pagamento são segmentos industriais intensivos em mão de obra. "Os setores que desejarem terão acesso à desoneração da folha. Já contactamos os setores têxtil, calçados, autopeças, aviação e naval", destacou.

O ministro reforçou que o governo vai criar todas as condições possíveis para que o setor manufatureiro no Brasil "sobreviva" à crise internacional. "Vamos pressionar os investimentos", destacou.

IPI

Segundo Mantega as medidas anunciadas hoje atingem os setores mais intensivos em mão de obra. Entre outros, este seria um dos critérios adotados para escolher os setores que serão beneficiados pelas medidas de redução de impostos. "O critério de escolha são os setores que tiveram redução no dinamismo de vendas e setores relacionados à geração de emprego", disse o ministro.

Também foram escolhidos os setores que sofrem com a concorrência internacional, disse Mantega. Ele citou como exemplo os setores de confecção, autopeças, aviação, naval e aqueles que exportam boa parte de sua produção. "Isso não impede que outros setores venham a participar", disse

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.