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Mantega diz que Europa ‘precisa salvar a si mesma’

Os comentários feitos hoje pelo ministro indicam que os esforços dos Brics estão nos estágios iniciais e dependem de ação significativa das autoridades europeias

Agência Estado,

20 de setembro de 2011 | 17h25

O Brasil citou condições para apoiar um potencial plano de ajuda à zona do euro que envolveria outros grandes países em desenvolvimento, pedindo que o bloco do euro primeiro encontre soluções concretas para a crise da dívida soberana, segundo The Wall Street Journal.

"A Europa precisa salvar a si mesma porque tem instrumentos para resolver os problemas da dívida soberana da Grécia e de outros países e o problema de fragilidade de bancos", disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista à Dow Jones e ao Journal. "Se eles não solucionarem os problemas, os países emergentes terão pouco a fazer, porque as questões centrais não estarão resolvidas."

Mantega, que na quinta-feira vai se reunir com seus colegas da China, Índia, Rússia e África do Sul, disse que os países dos Brics podem complementar os esforços europeus com financiamento ou compra de bônus da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês). O ministro disse que o Brasil e outros países emergentes também podem fornecer alguma ajuda financeira se a EFSF começar a vender grandes montantes de bônus.

"Acreditamos que os países europeus podem fazer mais de seu lado do que estão fazendo atualmente", disse. "Naturalmente, os Brics e outros países de mercados emergentes podem participar da reconstrução do sistema financeiro e da recuperação da confiança."

Na semana passada, depois de informes de que a China estava preparando a compra de bônus da Itália, Mantega anunciou que os Brics se reuniriam antes dos encontros com os países do G-20 em Washington marcados para esta semana para discutir formas de ajudar a recuperação da Europa. Os comentários feitos hoje pelo ministro indicam que os esforços dos Brics estão nos estágios iniciais e dependem de ação significativa das autoridades europeias.

Mantega negou informes de que o Brasil planejava tornar US$ 10 bilhões de recursos próprios disponíveis para ajudar a zona do euro, embora tenha admitido que o Banco Central do Brasil pode ter comprado bônus da EFSF, mas apenas para diversificação de reservas estrangeiras e não como parte de qualquer iniciativa de ajuda.

FMI

O ministro disse não acreditar que o FMI necessite de mais capital para fazer frente ao aprofundamento da crise na Europa. Em entrevista à Dow Jones e ao Wall Street Journal, Mantega disse considerar que o dinheiro injetado no organismo em 2008 já seria suficiente para que o FMI atue para debelar a crise. As informações são da Dow Jones.

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