Mantega diz que há incerteza sobre tempo hábil para executar medidas na Europa

'Várias medidas foram remetidas para novembro ou janeiro, e isso me preocupa. Não sei se será no tempo suficiente', disse o ministro

Eduardo Rodrigues e Renata Veríssimo, da Agência Estado,

27 de outubro de 2011 | 18h34

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, avaliou há pouco que o resultado da última reunião da União Europeia que culminou com aprovação de um pacote de ajuda aos países em dificuldade, proporcionou às autoridades financeiras do continente um "instrumental mais forte" para o enfrentamento da crise. Segundo ele, porém, alguns detalhes ainda precisam ser definidos.

"Não está claro se bancos privados gregos vão aceitar a proposta de redução da dívida", disse Mantega. "Mas fundo europeu reforçado com possibilidade de dar garantias é boa novidade", completou.

Para o ministro, a maior preocupação é sobre o tempo hábil para a implementação das medidas. "Não sei se o Banco Central Europeu vai ter margem de manobra para enfrentar dificuldades. Várias medidas foram remetidas para novembro ou janeiro, e isso me preocupa. Não sei se será no tempo suficiente", completou.

Mantega brincou ao comparar a União Europeia com o Brasil pelo fato de ambos contarem com 27 "membros". No nosso caso, 26 Estados e o Distrito Federal. "Existe uma grande coincidência, mas é mais fácil (de se chegar a um acordo) aqui do que lá, porque lá são 27 parlamentos e aqui temos um só", concluiu.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.