Mantega diz que países emergentes passam por uma ‘minicrise’

Ministro da Fazenda afirmou que desvalorização excessiva do real não é positiva para ninguém e pode trazer efeitos sobre os preços

Ricardo Leopoldo e Francisco Carlos de Assis, Agência Estado

26 de agosto de 2013 | 14h09

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira, 26, que, embora o real esteja entre as moedas que mais se depreciaram recentemente, o Brasil "não perdeu nenhum tostão" das reservas internacionais. "Mas a desvalorização desta forma não é positiva para ninguém", destacou, referindo-se ao movimento excessivo de enfraquecimento do real ante o dólar. Desde 26 de abril, o câmbio registra uma depreciação nominal próxima de 20%. 

Segundo o ministro da Fazenda, dependendo da duração do quadro cambial de desvalorização, isso poderá trazer efeitos sobre os preços. Contudo, ele ponderou que esse fenômeno de repasse do câmbio para a economia depende da realidade de cada país. Ele qualificou como uma "minicrise" o movimento de fluxo de capitais de nações emergentes para os EUA. "Temos mais reservas e menor dívida pública do que em 2008", destacou.

"No Brasil, não está ocorrendo saída de capitais. Melhoramos a conta financeira, que de janeiro a julho de 2013 somou US$ 58,9 bilhões", afirmou. "Essa conta financeira vai ajudar a fechar as contas correntes neste ano", disse, ressaltando que há a estimativa de um déficit de transações correntes de US$ 75 bilhões para este ano, enquanto a conta financeira apresentaria um montante de US$ 83 bilhões.

Mantega participa, em São Paulo, de reunião-almoço organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide).

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