Mantega garante que inflação seguirá caindo nos próximos meses

Ministro da Fazenda afirmou que a 'safra boa' de etanol vai baixar o preço do combustível

Renata Veríssimo, da Agência Estado,

21 de maio de 2014 | 10h47

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o cenário para inflação é positivo. Segundo ele, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15), divulgado nesta quarta-feira,21, significa que a inflação está caindo "firmemente" e vai continuar caindo nos próximos meses. O indicador subiu 0,58% em maio, após avançar 0,78% em abril.

"A inflação já arrefeceu. Vários preços caíram e, portanto, estamos no caminho certo", disse ao chegar ao Ministério da Fazenda.

Ao ser questionado de que forma se pode reduzir o IPCA, que em 12 meses ainda está em 6,31%, Mantega afirmou que a inflação já está caindo. "O que nós já fizemos está tendo efeitos. Estamos com taxas de juros elevadas. Estamos procurando aumentar a oferta de alimentos e tem o fator sazonal. Então nos meses de maio e junho, a inflação vai continuar caindo", afirmou.

O ministro disse que a "safra boa" de etanol, que está entrando no mercado, também vai baixar o preço do combustível. "Então o cenário é positivo em termos de inflação", afirmou.

Apesar da desaceleração em maio, no acumulado de 12 meses, a inflação teve alta de 6,31%, acima dos 6,19% registrados em abril. Parte do mercado já acredita que a inflação ultrapassará o teto da meta em julho.

Desoneração. Mantega disse que o governo ainda não decidiu se tornará permanente a desoneração da folha de pagamento das empresas. A mudança tributária, que transformou a contribuição patronal ao INSS em uma alíquota única sobre o faturamento das empresas, vale até 31 de dezembro deste ano.

"Estamos analisando. Há pedidos dos setores, mas não há uma decisão em relação à desoneração da folha de pagamentos para o futuro. Até 2014, está valendo", disse ao chegar ao Ministério da Fazenda. Amanhã, haverá um evento no Palácio do Planalto com empresários. Há uma expectativa de que a presidente Dilma Rousseff anuncie a mudança na tributação das empresas de forma definitiva. Ao ser questionado sobre a solenidade, Mantega foi lacônico: "O evento de amanhã será amanhã".

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