Mantega nega intervenção na troca de presidente da Vale

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje que o processo de troca de comando na mineradora Vale está superado. Mantega explicou a deputados, em audiência pública na Câmara, que não houve intervenção do governo. "Nem poderia, se quisesse. Acompanhou, sim. Porque se trata da segunda maior empresa brasileira, estratégica para o Brasil, que dá lucro, paga impostos, e tem participação de fundos de pensão e tem muito dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Então é normal que o governo acompanhe. Nosso dever é acompanhar e não se omitir", afirmou.

RENATA VERÍSSIMO E CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

23 de novembro de 2011 | 13h26

Em março, houve comentários de que Mantega teria se reunido com o presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro Brandão, para negociar a troca do então presidente da Vale, Roger Agnelli. O banco, por meio da Bradespar, é um dos principais acionistas da empresa. O governo tem participação por meio da Previ e do BNDES.

Mantega argumentou que os cargos não são perenes e que Agnelli esteve à frente da Vale por dez anos. "Os sócios do Conselho de Administração chegaram à conclusão que era hora de renovação", disse. Mantega argumentou que o sucessor, Murilo Ferreira, já fazia parte do quadro da empresa e não tem vinculação política.

"A Vale continuará sua trajetória de sucesso, vai continuar crescendo, tendo lucro, ocupando mercado. O que ficou provado pelo resultado é que não passaram de hipóteses as informações de que houve intervenção do governo", afirmou.

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