Mantega promete medidas de estímulo e vê PIB ‘nada espetacular’, diz jornal

Ministro da Fazenda afirma que programa de estímulo aos investimentos será prorrogado e que novos setores terão a folha de pagamentos desonerada

Equipe AE e Economia & Negócios,

29 de novembro de 2012 | 09h14

SÃO PAULO - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, prevê o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) como "nada espetacular" e afirma que o governo vai tomar mais medidas "pró-crescimento" da economia, com novos setores beneficiados pela desoneração da folha de pagamento e estímulos aos investimentos.

Em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada na edição desta quinta-feira, Mantega disse que ficará satisfeito se o resultado do crescimento do PIB do terceiro trimestre estiver entre 1% e 1,3%.

"Se for 1%, será um crescimento anualizado de 4%. Isso mostra que a tendência de recuperação da economia brasileira veio para ficar", disse.

Investimentos

Diante do ritmo fraco dos investimentos, o ministro da Fazenda anunciou a prorrogação por mais um ano do Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que venceria no fim deste ano.

Segundo o ministro da Fazenda, a meta é transformar os investimentos no "carro-chefe" da economia, crescendo 8% em 2013 e 12% em 2014. Neste ano, devem recuar cerca de 3%.

Além disso, Mantega afirmou que novos setores serão incluídos na lista dos beneficiados pela desoneração da folha de pagamento.

"Nós vamos prorrogar o PSI, incluir novos setores na lista da desoneração da folha e lançar programas de investimento nos setores portuário e de aeroportos", afirmou ao jornal.

Repercussão internacional

Ao jornal Financial Times, Mantega disse que o País deve manter um ritmo de crescimento a uma taxa anualizada de 4% em 2013 e 2014. / COLABOROU FERNANDO NAKAGAWA

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