Máquina de Vendas deve chegar à Grande SP em 1 ano

A Máquina de Vendas, empresa resultante da fusão entre as redes varejistas Insinuante e Ricardo Eletro, pretende ingressar no mercado da Grande São Paulo, provavelmente, por meio de alguma aquisição, disse o presidente da empresa Ricardo Nunes. "Nosso objetivo é entrar em São Paulo, no próximo um ano, um ano e meio. Estamos elaborando algumas estratégias. São Paulo é um mercado difícil e complexo logisticamente", afirmou, em entrevista coletiva.

RODRIGO PETRY, Agencia Estado

29 de março de 2010 | 15h13

Nunes não descarta inclusive uma associação com o Magazine Luiza, para ampliar a consolidação nacionalmente. "Temos planos de crescer, seja com quem for, seja com o Magazine ou outra empresa que queira se juntar a nós, de forma a complementar os negócios", afirmou. Inicialmente, ressaltou o executivo, a companhia pretende consolidar este ano as sinergias operacionais, que devem atingir R$ 250 milhões anualmente.

O presidente do conselho executivo da Máquina de Vendas, Luiz Carlos Batista, completou: "Somos regionais e buscamos por empresas que também tenham marcas fortes regionalmente e queiram se associar". Segundo Batista, essa estratégia poderá ser adotada pela companhia, por exemplo, para chegar à região Sul do País. De acordo com ele, a companhia nasce sem endividamento, e está capitalizada por aportes dos caixas das duas varejistas. A fusão, ressaltou o presidente do conselho, foi realizada sem desembolso de capital.

A conversa para a fusão começou há três meses, por iniciativa de Ricardo Nunes. Batista, da Insinuante, diz que a rede foi assediada "por vários grupos internacionais, bancos de investimentos, mas optamos por unir esforços", disse. Nunes acrescentou que o negócio foi realizado após a auditoria da PricewaterhouseCoopers.

Plano de expansão

Para este ano, a empresa pretende dedicar parte do plano de investimentos, de R$ 50 milhões, para a abertura de lojas, principalmente no Rio de Janeiro, que deve contar com mais 30 lojas da bandeira Ricardo Eletro. Com a marca Insinuante, as aberturas se concentrarão em Manaus (AM) e Belém (PA), além das praças onde já atua.

A maior sobreposição de pontos é na Bahia, onde a Insinuante conta com 80 lojas e a Ricardo Eletro, 60 lojas. Fora dali, diz Nunes, as sobreposições de lojas foram reduzidas em razão das regiões distintas em que cada empresa atuava.

Questionado se parte do plano de expansão, que prevê atingir mil lojas em quatro anos, poderia ser financiado com a abertura de capital na bolsa, Batista descartou que a hipótese. Atualmente, as duas redes contam juntas com 528 lojas, espalhadas por 16 Estados mais o Distrito Federal. O faturamento conjunto foi de R$ 5 bilhões em 2009.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.