Maremoto não deve afetar produção agrícola da Ásia

São Paulo, 27 - O maremoto que destruiu a costa de pelo menos nove países da Ásia no fim de semana não deve afetar a produção agrícola local. A maior parte das áreas produtoras fica longe do litoral. A região é grande fornecedora de café, açúcar, borracha e oleaginosas. Bayu Krisnamurthi, especialista em agricultura do Bogor Institute of Agriculture, da ilha de Java, na Indonésia, disse que o maior prejudicado será o setor de turismo. O terremoto, de 8,9 de magnitude na escala Richter, o maior forte dos últimos 40 anos, aconteceu no mar, perto da ilha de Sumatra, e provocou ondas gigantes, conhecidas por tsunamis, que atingiram o litoral de pelo menos nove países asiáticos. Até agora, mais de 20 mil pessoas morreram. Índia, Indonésia, Tailândia, Malásia e Sri Lanka foram os mais atingidos. Embora não exista expectativa de danos à produção agrícola, na bolsa de Tóquio compras especulativas elevaram o preço da borracha em 3% no fechamento de hoje para 134,1 ienes por quilo. Na Taiwan Stock Exchange a cotação do produto também subiu por conta da expectativa de que a interrupção na oferta da Indonésia possa aumentar a demanda por borracha sintética taiwanesa. No sul da Tailândia, as lavouras de óleo de palma e café ficam nas partes mais altas e não foram atingidas pelas tsunamis. Na Índia, fontes do mercado disseram que os cafezais de Tamil Nadu, área atingida pelo desastre, não chegaram a ser inundados. A região produz de 5% a 10% da safra do país. O mesmo aconteceu com a província indonésia de Aceh, onde se produz arábica. Traders disseram que a oferta de borracha e óleo de palma pode ser interrompida na província, no norte da ilha de Sumatra, porque o terremoto destruiu as estradas. Mas a região não é grande produtora desses itens. As ondas gigantes também não afetaram os principais portos do sudeste asiático. "O terremoto foi sentido em Medan, mas não destruiu o porto de Belawan", disse M. Zahir, chefe de operações da PT Sarana Agro Nusantara, uma empresa exportadora da Indonésia. O porto de Penang, na Malásia, também continua operando normalmente. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

27 de dezembro de 2004 | 11h15

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