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Marfrig confirma venda da Seara Brasil para JBS

Negócio soma R$ 5,85 bilhões; o valor será pago por meio da assunção de dívidas da Marfrig pela JBS

Beth Moreira, Agência Estado

10 de junho de 2013 | 07h44

A Marfrig e a JBS confirmaram, nesta segunda-feira, 10, por meio de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a venda de determinadas participações societárias em sociedades que a Marfrig detém na unidade de negócios Seara Brasil à JBS e 100% do capital da sociedade que detém no negócio de couro no Uruguai (Zenda), por R$ 5,85 bilhões, conforme antecipado pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Segundo o comunicado, o valor será pago por meio da assunção de dívidas da Marfrig pela JBS.

Segundo as empresas, o contrato está condicionado à aprovação pelas autoridades competentes, incluindo o Cade. A operação já foi aprovada pelos conselhos de administração de ambas as empresas.

A Marfrig informa ainda que a venda desses ativos tem por objetivo reequilibrar a estrutura de capital da empresa e reforçar seu foco no Brasil na área de carne bovina, de distribuição e o redirecionamento estratégico ao segmento de "food service" e acelerar o crescimento de sua plataforma internacional.

Já a JBS destaca que com a operação cria já de início a 2ª maior plataforma de carnes processadas no País, abrindo espaço para captura de sinergias. Segundo a empresa, a aquisição está alinhada à estratégia de agregação de valor e construção de marcas da JBS.

A JBS informa também que convocará oportunamente assembleia geral extraordinária para fins de conhecimento e ratificação da operação e manterá seus acionistas informados sobre a aplicação ou não do direito de retirada.

Operação

O presidente da Marfrig, Sérgio Rial, disse que a negociação para a venda da Seara Brasil à JBS e do negócio de couro no Uruguai (Zenda) por R$ 5,85 bilhões não teve envolvimento de bancos.

O executivo afirmou que a Marfrig continua em bovinos, com um faturamento de R$ 16 bilhões, o que significa uma redução de um terço após a venda. A Seara Brasil atua em aves e suínos.

Já o presidente da JBS, Wesley Batista, afirmou que o movimento da companhia foi estratégico para agregar valor e expandir o segmento de industrializados. Segundo o executivo, com a aquisição da Seara Aves, a JBS passará a ter um abate diário de 12 mil aves por dia. Além disso, de acordo com Batista, a JBS será a segunda maior empresa brasileira de industrializados e a segunda maior de aves do mundo.

Batista destacou que a JBS tem condições de absorver as dívidas de curto prazo envolvidas na transação. "Ainda é cedo para saber se iremos acessar o mercado de capitais", disse Batista, frisando que o negócio não inviabiliza o processo de desalavancagem da empresa.

Conforme fato relevante publicado na manhã de hoje, a Marfrig e JBS informaram que o valor da transação será pago por meio da assunção de dívidas da Marfrig pela JBS. Segundo as empresas, o contrato está condicionado a aprovação pelas autoridades competentes, incluindo o Cade. A operação já foi aprovada pelos conselhos de administração de ambas as empresas.

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