Marfrig não descarta vender ativos operacionais

O presidente da Seara Foods e futuro presidente (CEO) do Grupo Marfrig, Sergio Rial, afirmou, nesta terça-feira, 14, que, para acelerar o processo de desalavancagem da companhia, a empresa seguirá nos planos de reaver seu portfólio e vender ativos operacionais e não operacionais. "Vamos ter de olhar o portfólio da empresa, criar a liquidez necessária para acelerar a desalavancagem do grupo", afirmou o executivo, citando a empresa de papel e celulose Fibria como case de sucesso de redução de endividamento.

SUZANA INHESTA, Agencia Estado

14 de maio de 2013 | 10h29

Ele não quis citar quais mais ativos colocará à venda nos próximos períodos. "Temos atratividade suficiente no portfólio, seja ele estratégico e não estratégico. Entretanto não quero falar em promessas, só quero falar em promessas feitas", ressaltou.

No geral, Rial acredita que os resultados do primeiro trimestre "mostram sinais claros do trabalho" que estão fazendo em desalavancagem e melhoria operacional. Rial ainda esclareceu que para melhorar a rentabilidade da Seara Foods, mais especificamente a margem bruta, a empresa melhorará seu poder de preços de itens industrializados no mercado interno brasileiro. "Temos um gap ante a concorrência e vamos buscar diminuir essa diferença. Esse é um dos indicadores - média de índices de preços de produtos industrializados no Brasil - que passaremos a apresentar a cada trimestre para mostrarmos ao mercado o quanto não estamos parados", declarou.

Segundo ele, há uma série de fatores que podem contribuir para essa melhora de rentabilidade da unidade, além da melhoria de preços. Dentre eles, a tendência de baixa das cotações dos grãos e redução de despesas.

Com relação à descontinuidade das quatro unidades da Seara no Brasil - cujas localidades não foram mencionadas pelo executivo -, três serão vendidas até o final do segundo trimestre. A companhia possui hoje 31 unidades da Seara no Brasil. "Elas já estão no processo de venda, sendo avaliadas pelos compradores. Nenhuma delas é oriunda da troca de ativos com a BRF", informou.

Sobre eventuais vendas de unidades de bovinos no Brasil, Rial não descartou, mas também não afirmou se irá ocorrer. "No caso dessas unidades é mais difícil vender. Não é impossível, temos até operadores locais interessados."

O presidente da Seara Brasil, David Palfenier, completou que, após a venda dos ativos, colocará em prática o estudo realizado pela Accenture de readequação da malha operacional da unidade. "A readequação de outras plantas também contribuirá para melhorar eficiência", disse.

Palfenier também comentou que a taxa de entrega da Seara Brasil atingiu 75% no primeiro trimestre e que, em maio, teve picos de porcentuais superiores a 80%. "Além disso, os ativos oriundos da BRF atingiram 60% de utilização de capacidade ante 45% do quarto trimestre de 2012", disse.

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