Mattel pede desculpas por 'recalls' e propõe mais fiscalização

Desde dezembro de 2006, já houve 177 casos de "recall" de brinquedos e outros produtos oriundos da China

DIANE BARTZ, REUTERS

12 de setembro de 2007 | 22h12

A Mattel Inc., maior fabricantemundial de brinquedos, disse na quarta-feira estar tomandomedidas agressivas para garantir a segurança de seus produtosnas próximas férias. Em depoimento ao Senado norte-americano, opresidente-executivo da empresa, Robert Eckert, defendeu tambémo fortalecimento da Comissão de Segurança de Produtos para oConsumidor (CPSC). Eckert pediu desculpas pela onda de "recalls" debrinquedos, inclusive um lote de 800 mil peças produzidas naChina e recolhidas desde a semana passada devido ao excesso dechumbo na tinta, o que é ilegal há três décadas nos EUA, devidoao risco de danos cerebrais. "Em nome da Mattel, quero novamente pedir desculpassinceramente a todos os pais", disse Eckert a uma subcomissãofinanceira do Senado. "Não estaríamos aqui se um punhado defornecedores não tivessem violado as nossas regras." O democrata Dick Durbin, presidente da subcomissão, disseque alguns pais já se mostram preocupados com a segurança dospresentes de Natal para seus filhos. Segundo Eckert, os brinquedos estão sendo repetidamentetestados. "Minha meta é garantir que os brinquedos destatemporada de férias sejam os mais seguros que já existiram." Outro aspecto que merece menos atenção que o chumbo nastintas é a presença de chumbo em bijuterias infantis, mochilasde vinil e lancheiras. Nancy Nord, presidente interina da CPSC, disse que 80 porcento das bijuterias infantis continham chumbo em 2005. No anoseguinte, testes mostraram uma queda para 20 por cento."Francamente, estamos satisfeitos", disse ela. Mas a senadora democrata Amy Klobuchar contou que em 2006um menino de 4 anos morreu em seu Estado, Minnesota, depois deengolir um enfeite de chumbo que se soltara de um par de tênis. "Isso era evitável. Esse menino nunca deveria terconseguido aquele enfeite", afirmou a parlamentar. Desde dezembro de 2006, já houve 177 casos de "recall" debrinquedos e outros produtos oriundos da China, um recorde quedesperta dúvidas sobre a capacidade da CPSC em fiscalizarprodutos importados, cada vez mais comuns. (Reportagem adicional de Kevin Drawbaugh)

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