MDS, do grupo Suzano e Sonae, compra corretora de seguros Quórum

MDS, uma das maiores no mundo, é a terceira maior no Brasil, com prêmios de R$ 800 milhões ao ano

Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado,

24 de agosto de 2010 | 18h53

A MDS, uma das maiores corretoras de seguros do mundo, que pertence aos grupos Sonae, de Portugal, e Suzano, acaba de fechar mais uma aquisição no mercado brasileiro. O grupo comprou a corretora Quórum, fundada por Hélio Novaes, ex-presidente da SulAmérica Seguros. O valor da operação não foi divulgado.

Com a venda, Novaes vai assumir a presidência do grupo MDS no Brasil, disse o executivo à Agência Estado. A Quórum atua com seguros de saúde, vida, produtos de previdência e apólice de grandes riscos. Novaes passou 30 anos na SulAmérica, dos quais sete no comando da seguradora. As negociações com MDS demoraram seis meses.

A MDS Holding, que controla a MDS do Brasil, está presente em mais de 60 países e tem prêmios anuais de US$ 1,8 bilhão. Atua em todos os ramos do seguro e também no mercado de resseguro. No Brasil, é a terceira maior corretora de seguros do mercado, com prêmios de R$ 800 milhões ao ano. Aqui, também trabalha com venda de seguros no varejo, benefícios e grandes riscos.

No mercado brasileiro, a MDS já fez várias aquisições e é o resultado da consolidação das operações de corretoras como Lazam, ADDmakler e Miral. O grupo conta com mais de 700 mil clientes pessoas físicas, 9 mil clientes empresariais e 500 funcionários. Ao todo, são 12 escritórios em seis estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

O mercado brasileiro de corretoras de seguro passa por uma consolidação. O segmento é muito pulverizado, com 26,3 mil corretoras ativas pelo país, segundo dados da Federação Nacional das Corretoras de Seguro (Fenacor). A maioria dessas corretoras tem gestão familiar e é especializada em nichos de mercado.

A gestora de investimentos carioca Gulf montou este ano a Brasil Insurance, holding que comprou 23 corretoras e que agora dever abrir o capital na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O objetivo é captar recursos e adquirir mais corretoras. Com o mercado de seguros crescendo dois dígitos por ano e várias obras de infraestrutura em andamento, vários investidores, inclusive estrangeiros, resolveram apostar no segmento.

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