Medidas do governo afetam indiretamente Marisa

A Marisa Lojas, cujo principal público é a classe C, por enquanto sente apenas indiretamente o efeito das medidas macroprudenciais adotadas pelo governo no final do ano passado. "O nosso cliente não sente tanto o efeito da alta das taxas de juros, mas é mais impactado por questões psicológicas, como por exemplo os dados de confiança do consumidor", disse Paulo Borsatto, diretor Financeiro, Administrativo e de Relações com Investidores da Marisa, durante cerimônia na noite de hoje de premiação do Destaque Agência Estado Empresas 2011, relativo ao ranking 2010, elaborado em parceria com a Economática.

SILVANA MAUTONE, Agencia Estado

28 de junho de 2011 | 21h50

O tíquete médio dos clientes das Marisa Lojas gira em torno de R$ 70. Segundo o executivo, cerca de 50% das vendas são feitas por cartões de crédito ligados à empresa. Borsatto disse que a inadimplência aumentou um pouco este ano, mas "não é nada preocupante".

Segundo Borsatto, o resultado da empresa no segundo trimestre deve ficar abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e no primeiro trimestre deste ano. "Já vínhamos num ritmo de crescimento muito forte, por isso essa retração é natural", afirmou. O executivo disse que a companhia mantém os planos de abrir 57 novas lojas ao longo de 2011 - 13 delas já inauguradas. Atualmente, a rede possui cerca de 290 lojas.

De acordo com Borsatto, a Marisa não pretende por enquanto realizar novas captações. Recentemente, a empresa concluiu uma operação que permitiu a captação de R$ 300 milhões no prazo de sete anos.

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