Meirelles defende política de expansão das reservas estrangeiras

Não há um limite a partir do qual a instituição interromperia tal política, afirma presidente do BC

Luciana Xavier, correspondente, da Agência Estado,

26 de abril de 2010 | 10h54

O Brasil, por enquanto, continuará elevando suas reservas em moeda estrangeira, disse o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, durante conferência realizada em Nova York organizada pela Câmara Americana de Comércio. Meirelles disse que as reservas estrangeiras atuais, próximas de US$ 250 bilhões, são "confortáveis" para proteger o país contra uma outra eventual crise financeira. Ele acrescentou que a atual política do banco central continua sendo de expansão das reservas e que não há um limite a partir do qual a instituição consideraria interromper tal política.

Meirelles disse ainda que não espera desaceleração dos investimentos estrangeiros no país em consequência de taxas de juro mais altas. Ele também comentou sobre o crescente volume de investimento no país para o desenvolvimento de maquinários, de tecnologia e de recursos humanos. "Isso está gerando um boom industrial em algumas áreas do Brasil", disse Meirelles.

 

Crise

 

Meirelles falou hoje para uma plateia de cerca de 300 investidores em Nova York sobre como o Brasil conseguiu sair da crise internacional sem ter sido duramente atingido, como outros países, e atribuiu o melhor desempenho da economia nesse período a uma já rígida regulação do sistema financeiro e ao nível de reservas internacionais.

 

"O Brasil hoje está mais forte do que nunca." Segundo ele, antes da crise, falava-se que um patamar de reservas de até US$ 100 bilhões era confortável. Mas Meirelles disse que o Brasil não deixou de acumular reservas e isso protegeu o País. O presidente do BC disse que a crise financeira mudou a percepção da necessidade por reservas.

 

"Em caso de crise, possuir reservas de US$ 250 bilhões é confortável", afirmou, durante o evento "2010 Summit Brazil", organizado pela Câmara de Comércio Brasil-EUA. Meirelles disse que a política atual é manter as reservas em crescimento.

 

(Com Cynthia Decloedt, da Agência Estado, e informações da Dow Jones)

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