Meirelles diz que mudança no compulsório vai enxugar R$ 70 bi do mercado

Medida visa reverter políticas anticrise, diz presidente do BC

Fabio Graner e Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

24 de fevereiro de 2010 | 19h28

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse nesta quarta-feira, 24, que as medidas anunciadas há pouco retomando as alíquotas dos depósitos compulsórios das instituições financeiras são um "passo importante na reversão das medidas anticrise", adotadas no final de 2008. Segundo ele, há uma discussão no mundo, especialmente no G-20, sobre as estratégias de saída das medidas tomadas para enfrentar o impacto da crise na economia.

 

De acordo com Meirelles, as ações tomadas para resolver os problemas de liquidez no mercado de câmbio já foram revertidas e restavam as dos compulsórios. Segundo o presidente do BC, a decisão foi reverter todas as medidas de compulsórios adotadas na crise, com exceção das direcionadas para as instituições pequenas e médias, que continuarão valendo até 30 de junho. Dessa forma, cerca de R$ 70 bilhões voltarão a ser recolhidos pelas instituições de maior porte, enquanto em torno de R$ 30 bilhões continuarão no mercado com as instituições de pequeno e médio porte.

 

Segundo ele, as decisões do BC sobre compulsórios são tomadas considerando dois aspectos: a liquidez do sistema financeiro e também a das instituições financeiras especificamente.

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