Melhora da nota de risco do Brasil deve ocorrer em 2008, diz vice do BID

Otaviano Canuto avalia que efeito da crise financeira ainda está por vir, mas sem surtos de turbulência

Luciana Xavier e Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

22 de outubro de 2007 | 14h51

Apenas o lado fiscal impede o Brasil de ser elevado hoje à categoria dos países que são grau de investimento, na opinião do economista Otaviano Canuto, vice-presidente de Países do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Segundo ele, "existe uma evolução nítida (do Brasil) em direção ao grau de investimento. Só falta o decréscimo da dívida pública", afirmou, em entrevista ao AE Broadcast Ao Vivo. A melhora da avaliação do País por parte de agências internacionais de classificação de risco permitirá o aumento das aplicações financeiras internacionais no País. Ouça entrevista com Otaviano Canuto    Áudios da Agência Estado analisam tendências de economia e políticaAgência Estado comemora a marca de mil entrevistasOuça avaliação sobre alta do calote no varejo  Ricardo Amorim inaugura o serviço em agosto de 2002  Ouça entrevistas selecionadas por nossos editores  Conheça a história da Agência Estado  Veja como as entrevistas são produzidasAE Broadcast é base para tomada de decisãoAE responde à popularização do mercadoTecnologia robusta garante rapidez, precisão e transparência na divulgação de 40 mil cotações Assim como esperam diversos analistas, Canuto aguarda que a  melhora da nota de classificação de risco pelo Brasil ocorra no ano que vem. Atualmente, o Brasil está a um passo do grau investimento pelas principais agências de rating: Moody's, Standard & Poor's e Fitch.  Canuto afirmou que o Brasil já é grau de investimento em balanço de pagamentos. "Do lado externo, os dados consolidados já configuram grau de investimento", ressaltou. O economista avaliou que as reservas internacionais, ao redor de US$ 165 bilhões, estão em um nível "fabuloso", mas evitou comentar se o nível ideal para se o Brasil vir a ser grau de investimento seria acima de US$ 180 bilhões, como defendeu recentemente o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Crise O economista avaliou que a crise iniciada no mercado imobiliário de hipotecas de alto risco nos Estados Unidos ainda não acabou e que "os efeitos colaterais da crise ainda estão por vir". Segundo Canuto, que foi diretor do Banco Mundial (Bird) e ex-secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda no primeiro mandato do presidente de Luiz Inácio Lula da Silva, as condições no mercado de crédito americano vão estar piores ao longo dos próximos meses e do próximo ano. "Mas acho pouco provável que tenhamos surtos de turbulência financeiras mais evidentes (nos mercados)", avaliou.

Tudo o que sabemos sobre:
BIDriscocrise financeira

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.