Menos famílias ficarão sem pagar dívidas em maio, aponta CNC

Porcentual ficou em 8,5% no mês; segundo a CNC, queda se deve ao aumento do crédito e do emprego

Glauber Gonçalves, da, Agência Estado

19 de maio de 2010 | 13h48

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou nesta quarta-feira, 19, pesquisa que mostra que o porcentual de famílias que não terão condições de pagar suas dívidas caiu para 8,5% em maio, ante 9,0% em abril. Segundo o chefe da divisão econômica da CNC, Carlos Thadeu de Freitas, a queda se deve ao aumento do acesso ao crédito e aos bons números do mercado de trabalho.

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor da CNC, que coletou dados de 17.800 consumidores em todas as capitais do País e no Distrito Federal, também apontou que o total de famílias endividadas cresceu de 58% em abril para 58,7% em maio.

Na avaliação de Thadeu de Freitas, a perspectiva positiva de acesso ao crédito deve se manter nos próximos meses. Ele afirmou, no entanto, que em 2011 o cenário deve ser diferente. "No ano que vem deve haver desaceleração do crescimento do crédito, pois a política monetária vai sendo apertada. A perspectiva é de que a dosagem do aumento dos juros seja menor, porém mais longa", afirmou o economista.

A perspectiva de consumo das famílias também teve crescimento, de 2% em maio ante abril. A informação é da Pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), também divulgada nesta quarta-feira pela CNC.

O estudo mostra que a avaliação positiva para a compra de bens duráveis cresceu 2,4% em maio ante o mês anterior, após queda registradas em março e abril, decorrentes do fim da redução do IPI. De acordo com a pesquisa, 68,3% dos entrevistados percebem o atual momento como favorável para a aquisição de bens duráveis.

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