Mercado de crédito responde como esperado, diz BC

Segundo Carlos Hamilton, crédito está caminhando mais em linha com o esperado no final do ano passado e início de 2011, que é a expansão de 15% das carteiras neste ano

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

19 de agosto de 2011 | 13h55

O diretor de política econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, demonstrou certa satisfação com a recente evolução do setor de crédito no Brasil. Após apresentar indicadores que mostram moderação nas concessões de empréstimos e aumento das taxas de juros, ele ressaltou que "o mercado de crédito respondeu da maneira que esperávamos às medidas anunciadas, tanto as macroprudenciais como o aumento da taxa de juro".

"A gente observa uma certa moderação com o volume de concessões. A avaliação dos executivos do sistema financeiro também é de que as condições de crédito são ligeiramente mais restritivas que as vistas no trimestre anterior", disse o diretor após a divulgação do Boletim Regional do BC.

Dois dos vários exemplos apresentados por Carlos Hamilton foram o crédito pessoal e o financiamento de veículos. Na primeira operação, o juro médio praticado atingiu 40,3% em 6 dezembro de 2010. Após medidas macroprudenciais e o ciclo de aumento dos juros iniciado em janeiro, a taxa saltou para 49% ao ano em julho. Nas operações para compra de veículos, a concessão mensal dessazonalizada chegou perto dos R$ 11 bilhões no fim do ano passado e recuou para cerca de R$ 9 bilhões em julho.

"Nesse sentido, acreditamos que o mercado de crédito está caminhando mais em linha com o que nós esperávamos no fim do ano passado e início do ano, que é a expansão de 15% das carteiras em 2011. Acreditamos que o mercado tem se deslocado para essa taxa de expansão", disse Carlos Hamilton, ao esclarecer que o ritmo esperado de 15% do crédito em 2011 é apenas uma projeção e não é uma meta do BC.

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