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Mercado de streaming vive 'abre-e-fecha'

Enquanto a 'NBC' vai descontinuar serviço voltado a comédias, rede 'FX' anunciou novo produto online

Agências Internacionais, O Estado de S.Paulo

14 Agosto 2017 | 05h00

O mercado de streaming continua aquecido, mas também já começa a sofrer as primeiras “baixas”. Embora exista um líder claro no mundo - a Netflix -, nos Estados Unidos há serviços que crescem à medida que suas séries colecionam prêmios, como Amazon (que tem Transparent em seu portfólio) e Hulu (que vem fazendo sucesso com The Handmaid’s Tale). 

Na esteira das possibilidades oferecidas pelos serviços “on demand”, a rede FX também vai lançar uma opção para que suas séries sejam assistidas sem comerciais. O FX+ inicialmente estará disponível somente para assinantes da Comcast. Por US$ 6,99, explicou a FX na semana passada, os assinantes da opção de streaming vão ter acesso a séries de sucesso como The Americans e American Horror Story. Atrações mais antigas, mas que ainda fazem parte do catálogo, como Nip/Tuck, também estarão disponíveis. 

Fontes de mercado viram o movimento da FX como um sinal de que a emissora está mais propensa a lucrar com suas propriedades na web, em vez de repassá-las para a exploração de terceiros.

De saída. No entanto, conforme aprendeu a NBC, o mercado de streaming não é feito somente de êxitos. Um serviço voltado totalmente a conteúdos de comédia - uma das fortalezas da emissora, dona de franquias como Will & Grace e Friends - será encerrado no fim deste ano pela NBC/Universal.

O Sesso, lançado em janeiro de 2016, não conseguiu fazer frente ao catálogo de rivais, apesar de ter um preço mais baixo, de US$ 3,99. Entre as principais atrações do Sesso figuram programas famosos da NBC, como o talk show The Tonight Show com Jimmy Fallon e Saturday Night Live. 

O Sesso também fez algumas tentativas de criar conteúdo original e exclusivo, como UCB Show, com Amy Poehler (de Parks & Recreation) e Harmon Quest, de Dan Harmon, o mesmo criador de Community. Nenhum dos programas teve muita repercussão. A “morte” do Sesso, no entanto, já estava anunciada: o executivo Evan Shapiro, que ajudara a criar o serviço, havia deixado o projeto em maio. Em junho, houve uma nova onda de demissões.

Todo o portfólio de programas do Sesso será transferido para o VRV, outra plataforma de streaming do grupo NBC/Universal. Uma série já gravada e programada para estrear nos próximos meses - There’s Johnny!, que reconta os bastidores do programa do lendário apresentador Johnny Carson - teve sua estreia adiada.

O Sesso não é a primeira plataforma da atual “onda” do streaming de vídeos a não conseguir atrair usuários o suficiente para manter a produção de seus programas. O primeiro a fechar as portas foi o Yahoo Screen, que produziu uma temporada de Community antes de encerrar suas atividades no início de 2016, ainda antes da venda da empresa de internet para a operadora americana Verizon.

 

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