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Mercado de veículos deve ter alta de até 11% em 2019, diz Fiat

Se a projeção se concretizar, o resultado vai significar uma desaceleração no setor, já que a expansão em 2018 deve ficar em 15%

André Ítalo Rocha, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2018 | 15h38

O mercado brasileiro de veículos deve crescer entre 8% e 11% em 2019, estima o presidente da Fiat Chrysler para a América Latina, Antonio Filosa. A projeção leva em consideração que o PIB terá expansão entre 2,2% e 2,5%, que a inflação seguirá sob controle e que a taxa básica de juros continuará próxima do nível atual, de 6,5%.

"Tudo isso gera possibilidade de crédito para as empresas, de crescimento da economia como um todo e de maior empregabilidade", afirmou o executivo, em evento da montadora, realizado em São Paulo.

Se a projeção da Fiat Chrysler se confirmar, o mercado de veículos vai desacelerar a expansão em relação a 2018, que deve terminar com aumento de 15%.

Segundo Filosa, o mercado do ano que vem será marcado mais uma vez pelo crescimento do segmento de utilitários esportivos, conhecidos pela sigla SUV. Esse segmento foi o que mais avançou durante a crise econômica, por ser destinado a um público de maior poder aquisitivo e, portanto, com mais capacidade de obter crédito. As vendas de SUVs, que em 2012 representavam 8% do mercado de automóveis, hoje são 24% do total.

O mercado de veículos, que cresceu em 2017 e em 2018 em razão da demanda de clientes corporativos, deve voltar a ser puxado em 2019 pelo consumidor comum, espera o presidente da Fiat Chrysler. "As famílias têm respostas mais elásticas ao ciclos econômicos. Em crises, postergam a compra. Na expansão, são mais abertas. Durante os últimos quatro ou cinco anos, elas reprimiram essa compra. Para 2019, achamos que haverá uma aceleração", explicou.

Filosa disse também que o grupo deve anunciar investimentos nas fábricas de Betim, em Minas Gerais, e em Goiana, em Pernambuco. Os valores, não revelados, fazem parte do plano de investir R$ 14 bilhões no Brasil entre 2018 e 2022. O programa de investimentos foi anunciado em junho deste ano.

A fábrica de Minas Gerais, a mais antiga do grupo, tem operado em ritmo de dois turnos de produção, com 1.600 carros por dia. Um aumento na produção é esperado para o ano que vem, em razão do lançamento de uma nova versão de veículo da marca Fiat, não revelado. A fábrica de Pernambuco opera em capacidade máxima, em três turnos, com 1.900 carros por dia.

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