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Mercado do luxo passa ileso por crise global de crédito

Executivos da indústria de bens de luxoe da indústria bancária afirmaram a investidores reunidos emconferência em Moscou que apesar da crise de hipotecas de riscodos Estados Unidos afetar o gasto mundial, o setor de artigosluxuosos continua vivendo acelerado crescimento junto com osmercados emergentes. A analista da área no JPMorgan, Melanie Floquet, afirmouque Brasil, Rússia, Índia e China (grupo conhecido como BRIC)representam mais de 20 por cento das vendas de produtos de luxonos mercados emergentes. A China é o maior país consumidor, com 6 a 7 por cento dasvendas mundiais. O Oriente Médio aparece em seguida consumindo5 por cento e a Rússia 4 por cento, afirmou ela. "A quantidade de indivíduos ultra-ricos nos mercadosemergentes está crescendo e há enorme interesse por parte deempresas de private equity", disse o diretor da área depesquisa da indústria de luxo no Lehman Brothers, RobertoVedovotto. Os Estados Unidos continuam na primeira posição entre ospaíses que mais consomem produtos de luxo, apesar da crise decrédito. "Os EUA até agora não mostraram desaceleração (nasvendas de bens luxosos) e representam agora 16 por cento dasvendas mundiais", disse Floquet. O volume de recursos a ser gasto em produtos sofisticadosdeve dobrar ao longo dos próximos cinco anos para 300 bilhõesde euros (444 bilhões de dólares), afirmou Bernard Arnault,presidente do maior conglomerado de luxo do mundo, o LVMH,durante a conferência Supreme Luxury, promovida peloInternational Herald Tribune. "Os negócios de luxo estão no centro da globalização, nóstemos apelo mundial, estamos desenvolvendo diferentesestratégias de negócios para diferentes regiões", afirmouArnault, que também é o homem mais rico da França.

AMIE FERRIS-ROTMAN, REUTERS

29 de novembro de 2007 | 10h28

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