Mercado eleva projeção para inflação em 2010 pela 14ª semana consecutiva

Estimativa para o IPCA passa de 5,32% para 5,41%; há um mês, analistas projetavam elevação de 5,16% 

Fernando Nakagawa, da Agência Estado,

26 de abril de 2010 | 08h51

O mercado financeiro elevou pela décima quarta semana consecutiva a estimativa de alta para o IPCA em 2010, que passou de 5,32% para 5,41% na pesquisa Focus, divulgada nesta segunda-feira, 26, pelo Banco Central. Há um mês, analistas projetavam elevação de 5,16% para o indicador neste ano. Com essas elevações seguidas no levantamento, a mediana da previsões para o IPCA no ano se afasta ainda mais do centro da meta de inflação, que é de 4,50%.

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve iniciar um novo ciclo de altas da taxa básica (Selic) nesta semana.

O mercado financeiro especula se o Copom, que se reúne na terça e quarta-feira, vai elevar a Selic (atualmente em 8,75%), em 0,5 ou 0,75 ponto porcentual, o que levaria a taxa a, respectivamente, 9,25% ou 9,5%.

 

A estimativa para a taxa básica de juros (Selic) para o fim de 2010 foi elevada de 11,50% ao ano para 11,75% anuais. A projeção para a taxa no fim de 2011 foi mantida em 11,25% ao ano.

 

Crescimento da economia será de 6% no ano, estima mercado

 

A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano passou de um avanço de 5,81% para um crescimento de 6%. Há duas semanas, a previsão era de expansão de 5,60%. Para 2011, a previsão para o PIB foi mantida em um crescimento de 4,50%.

 

No mesmo levantamento, a estimativa para a produção industrial em 2010 subiu de 9,41% para 9,50%. Para 2011, a projeção para o desempenho da indústria permaneceu em alta de 5,00%.

 

Câmbio e contas externas

 

Os analistas mantiveram a previsão para o patamar do dólar no fim do ano. O nível da moeda norte-americana no fim de 2010 ficou em R$ 1,80. Para o fim de 2011, a expectativa para a moeda americana seguiu em R$ 1,85. A previsão de câmbio médio no decorrer de 2010 ficou em R$ 1,81.

 

O mercado financeiro também manteve as previsões para o déficit nas contas externas em 2010. A previsão para o déficit em conta corrente neste ano continuou em US$ 50 bilhões. Para 2011, a previsão de déficit em conta corrente do balanço de pagamentos passou de US$ 60 bilhões para US$ 59,20 bilhões.

 

A previsão de superávit comercial em 2010 subiu de US$ 10 bilhões para US$ 12 bilhões. Para 2011, a estimativa para o saldo da balança comercial subiu de US$ 3,99 bilhões para US$ 5 bilhões.

 

Analistas reduziram a estimativa de ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED) em 2010 de US$ 39 bilhões para US$ 38 bilhões. Para 2011, a estimativa para o IED permaneceu inalterada em US$ 40 bilhões.

 

Inflação na capital paulista sobe para 5,50%

 

Na mesma pesquisa, a previsão para o IPC da Fipe em 2010 subiu de 5,45% para 5,50%, ante 5,41% de quatro semanas atrás. Para 2011, a previsão seguiu em 4,50%, pela décima quarta semana seguida.

 

Previsões para IGP-DI avançam para 8,01%

 

A mediana das previsões para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade interna (IGP-DI) em 2010 subiu de 7,33% para 8,01%. Há quatro semanas, a expectativa era de 6,82%. A trajetória de alta também foi confirmada para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), cuja estimativa para 2010 avançou de 7,99% para 8,03%, ante 6,54% de um mês atrás.

 

Para 2011, a estimativa do IGP-DI cresceu de 4,81% para 4,96%, ante 4,55% de quatro semanas antes. Para o IGP-M, a projeção para o ano que vem permaneceu em 4,80%, contra 4,52% de um mês atrás.

 

No mesmo levantamento, analistas mantiveram a expectativa de aumento do conjunto dos preços administrados - as tarifas públicas - em 2010 em 3,60%, ante 3,70% de quatro pesquisas antes. Para 2011, a previsão manteve-se em 4,50% pela 10ª semana seguida.

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