Mercado financeiro espera inflação menor e PIB mais fraco em 2013 e 2014

Segundo a pesquisa Focus, do Banco Central, a estimativa de expansão da economia neste ano caiu de 2,24% para 2,21%

Eduardo Cucolo, Agência Estado

12 de agosto de 2013 | 09h13

BRASÍLIA - A previsão de crescimento da economia brasileira em 2013 recuou de 2,24% para 2,21% na pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira, 12, pelo Banco Central. Para 2014, a estimativa de expansão passou de 2,60% para 2,50%. Há quatro semanas, as projeções eram, respectivamente, de 2,31% e 2,80%.

A projeção para o crescimento do setor industrial em 2013 subiu de 2,00% para 2,08%. Para 2014, economistas preveem avanço industrial de 2,90%, ante 3,00% da pesquisa anterior. Um mês antes, a Focus apontava estimativa de expansão de 2,23% para 2013 e de 3,00% em 2014 para o setor.

Os analistas mantiveram a previsão para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB em 2013 em 35% pela 13ª semana. Para 2014, caiu de 34,90% para 34,85%. Há quatro semanas, estava em 34,90%.

IPCA

A projeção de inflação medida pelo IPCA para 2013 recuou de 5,75% para 5,74%, segundo os analistas ouvidos pelo BC. Há quatro semanas, a estimativa estava em 5,80%. Para 2014, a projeção caiu de 5,87% para 5,85%. Há quatro semanas, estava em 5,90%.

A projeção de inflação para os próximos 12 meses subiu de 5,93% para 5,95%, conforme a projeção suavizada para o IPCA. Há quatro semanas, estava em 5,68%.

Nas estimativas do grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 da pesquisa Focus, a previsão para o IPCA em 2013 no cenário de médio prazo caiu de 5,81% para 5,47%. Para 2014, a previsão dos cinco analistas passou de 5,97% para 5,80%. Há um mês, o grupo apostava em altas de 6,02% para 2013 e 6,30% para 2014.

Selic

Os economistas consultados pelo BC na pesquisa Focus mantiveram a previsão para a taxa Selic no fim de 2013 em 9,25% ao ano pela sexta semana. Para o fim de 2014, a mediana das projeções também segue em 9,25% ao ano. Há quatro semanas, estava em 9,50% ao ano.

A taxa Selic está hoje em 8,50% ao ano e foi mantida a expectativa de que suba para 9,00% ao ano na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), nos dias 27 e 28 de agosto.

Câmbio

A mediana das projeções para a taxa de câmbio no final de 2013 subiu de R$ 2,25 para R$ 2,28. Para o fim de 2014, a mediana segue em R$ 2,30. Há quatro semanas, as projeções eram de, respectivamente, R$ 2,20 e R$ 2,30. Na mesma pesquisa, o mercado financeiro elevou a previsão para a taxa média de câmbio em 2013 de R$ 2,16 para R$ 2,17.

Para 2014, a projeção subiu de R$ 2,28 para R$ 2,29. Há um mês, a pesquisa apontava que a expectativa de dólar médio estava em R$ 2,13 neste ano e R$ 2,23 no próximo.

Para o fim de agosto, a estimativa subiu de R$ 2,26 para R$ 2,28. Para o fim de setembro, passou de R$ 2,25 para R$ 2,28.

A mediana das projeções para o câmbio dos analistas do Top 5 médio prazo para o fechamento de 2013 subiu de R$ 2,28 para R$ 2,35. Para 2014, passou de R$ 2,43 para R$ 2,45.

Conta corrente

O mercado financeiro reduziu a previsão de déficit em transações correntes em 2013. A pesquisa semanal Focus mostra que a mediana das expectativas de saldo negativo na conta corrente este ano passou de US$ 76,30 bilhões para US$ 76,20 bilhões. Há um mês, estava em US$ 75,00 bilhões. Para 2014, a previsão de déficit nas contas externas caiu de US$ 80,00 bilhões para US$ 79,96 bilhões. Há quatro semanas, estava em US$ 78,95 bilhões.

Na mesma pesquisa, os economistas reduziram a estimativa de superávit comercial em 2013 de US$ 5,09 bilhões para US$ 5,00 bilhões. Quatro semanas antes, estava em US$ 6,00 bilhões. Para 2014, a projeção segue em US$ 8,00 bilhões. Há quatro semanas, essa estimativa estava em US$ 8 bilhões.

A pesquisa mostrou ainda que as estimativas para o ingresso de Investimento Estrangeiro Direto (IED), aquele voltado ao setor produtivo, foi mantida em US$ 60,00 bilhões para 2013 (está no mesmo valor há 35 semanas). Para 2014, também foi mantida em US$ 60,00 bilhões. Está no mesmo valor há 52 semanas.

Preços

A projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2013 caiu de 4,81% para 4,57%. Para o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), que corrige a maioria dos contratos de aluguel, a expectativa passou de 4,69% para 4,50%. Quatro semanas atrás, o mercado previa altas de 4,96% para o IGP-DI e de 5,00% para o IGP-M.

Para 2014, a projeção para o IGP-DI segue em 5,50%. Para o IGP-M, também segue em 5,50%. Quatro semanas antes, estavam em 5,50% e 5,47%, respectivamente.

A pesquisa também mostrou que a previsão para o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em 2013 segue em 4,28%. Há um mês, a expectativa dos analistas era de alta de 4,68% para o índice que mede a inflação ao consumidor em São Paulo. Para 2014, a projeção caiu de 5,43% para 5,37%. Há quatro semanas estava em 5,04%.

Economistas reduziram ainda a estimativa para o aumento do conjunto dos preços administrados - as tarifas públicas - para 2013 de 1,80% para 1,78%. Para 2014, a projeção subiu de 4,15% para 4,50%. Há quatro semanas, as projeções eram de, respectivamente, 2,00% e 4,20%.

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