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Mercado reage mal à troca de comando na Cielo e ações caem mais de 3%

Em volta às origens, Rômulo Dias foi para o Bradesco e será sucedido por Eduardo Gouveia, atual presidente da Alelo; para analistas, porém, momento não é para mudanças

Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2016 | 21h47

O mercado reagiu mal ao anúncio de troca de presidente na Cielo, controlada por Bradesco e Banco do Brasil. A saída de Rômulo de Mello Dias do comando da empresa do setor de adquirência (das “maquininhas de cartão”) havia sido antecipada pela coluna Direto da Fonte, de Sonia Racy.

Nesta sexta-feira, 14, os papéis da empresa operaram em terreno negativo durante todo o dia e encerraram o pregão com queda acima dos 3%, a maior desvalorização entre as ações do Ibovespa, principal índice da BM&FBovespa.

Pesou, na avaliação de analistas, o momento para o anúncio da mudança, com maior risco regulatório e concorrência, e ainda eventuais riscos de governança corporativa.

“A troca de comando na Cielo reforça os riscos de governança inerentes à adquirente, com os acionistas minoritários tendo pouco poder sobre a decisão dos principais controladores, Bradesco e Banco do Brasil”, avalia Francisco Kops, do Safra, em relatório ao mercado.

Dias afirmou, em conversa com analistas e jornalistas, que o movimento é “absolutamente natural” e “não representa qualquer ruptura na Cielo”.

A ida de Dias para o Bradesco é um retorno às origens, já que o executivo tem passagens pela Bradespar e pelo Bradesco BBI.

No banco, ele será diretor executivo, responsável por cartões, reportando-se ao vice-presidente Marcelo Noronha, que completou 51 anos em agosto último e é tido como um dos possíveis sucessores de Luiz Carlos Trabuco Cappi no comando da instituição.

Os acionistas do banco aprovaram semana passada a prorrogação da idade limite de 65 anos para 67 anos para o exercício da presidência executiva, postergando o mandato de Trabuco por mais dois anos, até 2019.

Dias também irá permanecer como um dos membros indicados pelo Bradesco no Conselho de Administração da Cielo, no lugar de Eurico Ramos Fabri.

Em seu lugar, foi escolhido Eduardo Gouveia, atual presidente da Alelo, administradora de cartões de benefícios.

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