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Merkel e Lagarde defendem plano de ajuda à Grécia

Para chanceler da Alemanha, acordo significa uma base mais sólida para empresas e economia do país

Regina Cardeal, da Agência Estado,

21 de julho de 2011 | 17h49

A chanceler alemã, Angela Merkel, e a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, mostraram estar satisfeitas com o novo plano de ajuda à Grécia aprovado nesta quinta-feira, 21, pela cúpula dos líderes europeus.

Para a chanceler alemã, ajuda tornará a economia da Alemanha mais estável. . O plano de ajuda de 109 bilhões de euros (US$ 157 bilhões), "significa mais certeza para nossa moeda comum e, portanto, uma base mais sólida para nossas empresas e nossa economia em geral", disse Merkel aos jornalistas.

O acordo foi possível após uma grande concessão por parte da Alemanha, que aceitou a necessidade de que a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) compre bônus gregos no mercado secundário, como uma das formas de reduzir a dívida grega.

Em retorno, os grandes credores privados da Grécia aceitaram em principio alongar o vencimento e reduzir as taxas da juro de dívida grega em seu poder. Eles também terão a possibilidade de vender os bônus para os credores oficiais, mas com um drástico desconto sobre o valor de face.

Já a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, disse que as medidas tomadas para auxiliar a Grécia são importantes e que o órgão tem a clara intenção de participar do esforços de ajuda ao país.

"O FMI recebe com satisfação os importantes passos dados hoje pelos líderes da zona do euro e as instituições da União Europeia. Essas medidas garantem um apoio significativo ao crescimento e à estabilidade financeira da Grécia e da zona do euro", disse Lagarde em um comunicado depois da divulgação da estratégia da zona do euro para resolver a crise grega.

"Baseados na forte implementação dos programas (de ajuste fiscal) pelas autoridades da Grécia e na determinação dos países-membros em auxiliar os gregos, o FMI continuará desempenhando seu papel em linha com as políticas do fundo e, é claro, sujeito à aprovação do nosso conselho executivo", acrescentou.

Os líderes da zona do euro aprovaram  um novo programa de ajuda para a Grécia nesta quinta. O plano contará com o FMI e a contribuição voluntária do setor privado. O financiamento oficial será no montante de estimados 109 bilhões de euro, com contribuição do setor privado de cerca de € 50 bilhões a mais no período que vai de 2011 a 2014. As informações são da Dow Jones.

 

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