Mesmo cadastradas, duas hidrelétricas devem sair de leilão A-5

O governo não acredita que as usinas hidrelétricas Uruçuí e Riacho Seco participarão do leilão de nova A-5, marcado para 20 de dezembro, apesar de constarem entre os cadastrados.

REUTERS

28 de setembro de 2011 | 15h46

"As duas não vão entrar. Nós não enviamos os projetos para o TCU (Tribunal de Contas da União) porque não tínhamos perspectivas de ter a licença ambiental", disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, a jornalistas nesta quarta-feira, sobre os empreendimentos que se cadastraram para o certame.

A EPE divulgou que 24.253 megawatts (MW) de 377 projetos inscritos foram inscritos para participar do leilão A-5, sendo que 10 projetos são de novas hidrelétricas.

Esses projetos de hidrelétricas ainda passarão pela fase de habilitação técnica, na qual é exigida a apresentação da licença ambiental prévia, entre outros documentos.

O governo não acredita que as licenças prévias de Uruçuí (134 MW, no Piauí e Maranhão) e Riacho Seco (276 MW, na Bahia e Pernambuco) sejam obtidas em tempo de participar do leilão.

As outras hidrelétricas cadastradas e que tem chances de serem habilitadas são São Manoel (700 MW), Sinop (400 MW),

Estreito Parnaíba (56 MW), Cachoeira (63 MW), Castelhano (64 MW), Ribeiro Gonçalves (113 MW), São Roque (135 MW) e Cachoeira Caldeirão (219 MW).

EÓLICAS E TERMICAS

A fonte com maior oferta de energia inscrita é o gás natural, com 53 por cento do total, ou 34 projetos que somam 12.864,9 MW.

As usinas eólicas, por outro lado, têm a maior quantidade de empreendimentos inscritos. São 296 projeto que totalizam 7.486 MW, segundo a EPE.

Também foi recebido o cadastro de quatro projetos de ampliações de hidrelétricas no total de 584,3 MW, 19 projetos de pequenas centrais hidrelétricas (PCH) com 302,6 MW, 12 de bagaço de cana no total de 696 MW, e dois de cavaco de madeira que somavam 159,8 MW.

(Reportagem de Leonardo Goy e Anna Flávia Rochas)

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