‘Mesmo sem greve, situação dos aeroportos será um caos’, dizem aeronautas

Segundo Sindicato Nacional dos Aeronautas, paralisação marcada paraquinta-feira, 23, pode ser evitada se empresas aéreas ofereceremreajuste esperado

Eduardo Rodrigues, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2010 | 07h46

Mesmo que não haja greve dos aeronautas e aeroviáriosneste fim de ano, quem planeja viajar no Natal e no Ano Novo deveráencontrar "um verdadeiro caos nos aeroportos do País", na avaliação doconsultor econômico do Sindicato Nacional dos Aeronautas, CláudioToledo.

Ao chegar à sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), emBrasília, os representantes dos trabalhadores afirmaram que as empresasaéreas já venderam mais assentos do que comporta a estruturaaeroportuária brasileira. "O caos já está instalado. Essa história deque a greve é que causará o problema é um discurso terrorista dasempresas", afirmou Toledo à Agência Estado.

Segundo ele, no entanto, a paralisação prevista para estaquinta-feira, 23, poderá ser evitada se daqui a pouco, em reunião do MPTas empresas aéreas ofereçam um reajuste de dois dígitos. Os aeronautasreivindicam um aumento de 15% e os aeroviários de 13%. Mas as empresasfizeram proposta de reajuste de 6,08%, com base na variação do INPC, em2010. "Dois dígitos seria razoável, mas a decisão dependerá daAssembleia Geral dos Trabalhadores, que já está marcada paraquinta-feira, às 5 da manhã. Se (a proposta das empresas)não for aceita,às 6 horas a categoria inicia a greve", disse Toledo.

Segundo o representante dos trabalhadores, a proposta de reajuste foiapresentada pela categoria no dia 30 de setembro, mas apenas no dia 8de dezembro, mais de 70 dias depois, as empresas apresentaram umacontraproposta. "Ou seja, a greve poderia ter sido feita em novembro",completou Toledo. Além disso, afirmou, as empresas tentam alterar adata-base do reajuste de 1º de dezembro para 1º de abril. A última grevegeral do setor ocorreu no carnaval de 1988, há mais de 22 anos. Ostrabalhares alegam que apesar do crescimento nos últimos cinco anos, osetor ainda paga baixos salários com uma jornada de trabalho excessiva.

Às 14 horas, os representantes dos dois lados da discussão terãoreunião mediada pela Procuradoria Geral do Trabalho, e após o encontroconcedem entrevista à imprensa.

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