Meta de inflação de 4,5% para 2013 é ‘razoável’, diz Mendonça de Barros

Para ex-presidente do BNDES, não havia espaço para se estabelecer um valor inferior, como defendem alguns economistas

Gustavo Uribe, da Agência Estado,

30 de junho de 2011 | 17h07

O economista e sócio-fundador da Quest Investimentos, Luiz Carlos Mendonça de Barros, considera "razoável" a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de ter fixado a meta da inflação para 2013 em 4,5%, com uma margem de tolerância de 2 pontos porcentuais para baixo e para cima.

Na avaliação do ex-presidente do BNDES, não havia espaço para se estabelecer um valor inferior, como defendem alguns economistas. "Eu não acho que seja preciso. Nós estamos com problema com 4,5%. Por que vai mexer na meta?", questionou após participar do Fórum de Cooperação Internacional do Estado de São Paulo, promovido no Palácio dos Bandeirantes. "Eu acho que dada a forma como o Banco Central encara a inflação é uma decisão normal", acrescentou.

O economista ressaltou nesta quinta que a inflação está "comportada" devido ao câmbio e defendeu que o governo federal invista mais em infraestrutura para conseguir controlar a alta dos preços. "Eu não vejo razão para o câmbio se desvalorizar, mais é o câmbio valorizado com uma certa deflação industrial no exterior que está mantendo a coisa comportada", disse. "O governo tem de resolver o tamanho dele. Tem que ou investir mais em infraestrutura ou permitir que o capital privado invista em infraestrutura."

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