Metalúrgicos da Fiat em Betim protestam e atrasam produção

Funcionários da empresa  pedem 10% de reajuste salarial; uma das pistas da rodovia Fernão Dias chegou a ser fechada por três horas

Gustavo Porto, da Agência Estado,

25 de outubro de 2013 | 08h54

SÃO PAULO - Cerca de 5 mil metalúrgicos da Fiat Automóveis e dirigentes sindicais paralisaram a produção na montadora, em Betim (MG), entre 5 horas e 8 horas da manhã desta sexta-feira, 25, além de fecharem uma das pistas da rodovia Fernão Dias (BR-381) na cidade da região metropolitana de Belo Horizonte.

Os dirigentes iniciaram o protesto a pouco mais de um quilômetro da Fiat e fizeram com que os trabalhadores seguissem caminhando até a montadora. Segundo a concessionária Autopista Fernão, logo após a manifestação o congestionamento ainda atingia cinco quilômetros no trecho.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, João Alves, o protesto ocorreu por conta do impasse entre a categoria e os metalúrgicos mineiros que, em campanha salarial unificada, pediam desde julho 13% de reajuste, mas reduziram a demanda para 10% de aumento. Já as indústrias, entre elas a Fiat, oferecem 5,9% de reajuste e condicionam qualquer aumento acima desse porcentual à criação de um banco de horas.

"A categoria não aceita banco de horas por experiências negativas aqui em Minas", disse Alves. Uma nova reunião de conciliação entre as indústrias e os sindicalistas está prevista para ocorrer ainda hoje, às 10 horas, em Belo Horizonte. Minas Gerais tem 250 mil metalúrgicos.

Atraso

A assessoria da Fiat Automóveis negou há pouco que a produção da montadora em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, tenha sido paralisada por três horas nesta manhã, conforme informado mais cedo pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região. De acordo com a assessoria, houve um atraso de apenas 30 minutos na entrada de empregados do primeiro turno, que começa às 6 horas. O atraso foi causado por um protesto do sindicato na via de acesso à montadora. A área mais atingida foi a de montagem final, mas a maioria dos setores da unidade conseguiu funcionar normalmente, segundo a assessoria.

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