Metalúrgicos da GM fazem paralisação de 24 horas

Os metalúrgicos do primeiro turno da General Motors (GM) em São José dos Campos (SP) realizam, a partir de hoje, uma paralisação de 24 horas. A ação ocorre após os funcionários da montadora rejeitarem, em assembleia realizada ontem, a proposta da empresa referente à participação nos lucros e resultados.

SOLANGE SPIGLIATTI, Agencia Estado

20 de maio de 2011 | 12h02

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, a montadora propôs uma participação nos lucros de R$ 9,5 mil, caso os trabalhadores atinjam 100% das metas impostas pela empresa, o equivalente a uma produção de 410 mil carros por ano nas fábricas de São José dos Campos e São Caetano. Pela proposta da montadora, a participação pode ainda variar entre R$ 7,6 mil e R$ 11,5 mil, conforme a produção. A proposta prevê a antecipação de R$ 5,2 mil.

Por outro lado, o sindicato pede uma variação de R$ 10,02 mil a R$ 15,03 mil, com antecipação de R$ 7 mil e pagamento ainda em maio. No ano passado, cada trabalhador recebeu R$ 9.909 de participação nos lucros, após forte mobilização da categoria.

"A GM vive seu melhor momento, com recordes seguidos de produção. Os trabalhadores têm trabalhado exaustivamente e não aceitarão esses valores rebaixados apresentados pela montadora. A paralisação de hoje é apenas o primeiro passo. Caso a empresa insista nessa proposta, os trabalhadores irão endurecer até conquistarem suas reivindicações", afirma o presidente do sindicato, Vivaldo Moreira Araújo. Uma nova assembleia ocorrerá hoje, às 14h30, com os trabalhadores do segundo turno.

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