Metalúrgicos de Taubaté aceitam reajuste de 6,53%

Metalúrgicos de montadoras de Taubaté, interior de São Paulo, e da região do ABC paulista aceitaram neste final de semana reajuste de 6,53 por cento após ameaças de greve na semana passada.

REUTERS

13 de setembro de 2009 | 12h52

Mas trabalhadores de São José dos Campos (SP) aprovaram também neste final de semana greve por tempo indeterminado a partir de segunda-feira, após rejeitarem oferta das montadoras.

Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté e Região, filiado à CUT, a proposta foi aceita por cerca de 2 mil trabalhadores presentes em assembléia realizada neste domingo.

O presidente do sindicato, Isaac do Carmo, afirmou em comunicado que a proposta servirá de referência não só para os metalúrgicos da CUT, mas também para diversos setores que também se encontram em campanha salarial.

Na região do ABC paulista, os trabalhadores de montadoras como Volkswagen, Ford, Mercedes, Scania e Toyota decidiram no sábado aceitar o índice de reajuste de 6,53 por cento.

"Um índice fantástico, se considerarmos que em novembro de 2008 o cenário era de crise econômica internacional", afirmou em comunicado o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, filiado à CUT, Sérgio Nobre. O acordo foi aprovado em assembléias que reuniram mais de 10 mil trabalhadores, segundo a entidade.

Já os metalúrgicos de São José dos Campos, cujo sindicato é filiado à Conlutas, rejeitaram oferta de 4,4 por cento feita pelo Sindicato dos Fabricantes de Veículos Automotores (Sinfavea).

Os trabalhadores da região, que abrange fábricas da General Motors, exigem 14,65 por cento de reajuste, redução da jornada para 36 horas sem redução de salários e sem banco de horas, estabilidade no emprego por pelo menos dois anos.

As campanhas salariais ocorrem em um momento em que montadoras se preparam para uma aceleração de vendas diante de esperada antecipação de compras de consumidores interessados em aproveitar os últimos dias do desconto integral do IPI, que acaba no fim do mês, segundo o governo federal.

No Paraná, não houve acordo na sexta-feira entre Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba (SMC), filiado à Força Sindical, e as montadoras Volkswagen-Audi e Renault-Nissan. Com isso, as greves iniciadas há uma semana continuam.

(Por Alberto Alerigi Jr.)

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