Metalúrgicos paralisam fábricas no Vale do Paraíba

Segundo sindicato, greves ocorrem alternadamente entre as cercas de 900 fábricas da região

Wladimir D'Andrade, da Agência Estado,

19 de setembro de 2011 | 18h45

Duas fábricas do Vale do Paraíba, em São Paulo, tiveram a produção paralisada nesta segunda-feira, 19, por causa de greve dos metalúrgicos. Os funcionários representados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região interromperam a produção por 24 horas nas unidades da SadeFem Equipamentos e Montagens S.A. e da Schrader Bridgeport, em Jacareí.

Em assembleia realizada ontem, a categoria reprovou as propostas patronais apresentadas na sexta-feira e decidiu iniciar uma semana de protestos. As paralisações, de acordo com o sindicato, ocorrem alternadamente entre as cercas de 900 fábricas da região. "Como uma empresa depende da outra, a greve acaba atingindo todas elas. As paralisações nas fábricas de autopeças já estão afetando a produção das montadoras", afirma o secretário-geral do sindicato, Luiz Carlos Prates. Todas as manifestações são votadas pelos trabalhadores das unidades antes de serem realizadas.

A categoria pede aumento nos salários de 17,45%, o que corresponde a 9,7 pontos porcentuais de reajuste real. As propostas patronais, no entanto, estão em torno de 9 pontos de aumento. De acordo com Prates, o pedido dos metalúrgicos está no mesmo patamar dos acordos fechados recentemente com a GM e a TI Automotive. "À medida que conseguimos fechar os acordos, como na GM para aumento de 10,8% mais R$ 3 mil de abono e na TI Automotive de 10,3% e R$ 2,2 mil de abono, isso vai se transformando em referência para a categoria", diz.

Ainda segundo a entidade, na fábrica da Panasonic, em São José dos Campos, também houve paralisação hoje. Procurada pela reportagem, a empresa não confirmou a informação.

Já os trabalhadores representados pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC vão discutir amanhã, em assembleia que ocorrerá às 18 horas, novas propostas patronais, se houver, e greve por tempo indeterminado, caso não seja fechado um acordo. Eles pedem 10% de reajuste, abono salarial e benefícios sociais, como extensão da licença maternidade. Desde a quinta-feira passada os metalúrgicos do ABC estão em estado de greve.

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