Metso descarta redução em projetos de papel e celulose

A indústria brasileira de papel e celulose retomou neste ano o anúncio de projetos de ampliação de capacidade, tendência que deve se manter apesar dos solavancos recentes na economia mundial. A análise é do presidente da Metso, Celso Tacla, um dos maiores fornecedores de sistemas e equipamentos para o setor.

ANDRÉ MAGNABOSCO, Agencia Estado

26 de junho de 2013 | 17h45

"As empresas, ao analisarem os grandes projetos, não olham apenas o momento. Fazem a análise com o viés mais de longo prazo", afirmou o executivo, em entrevista a jornalistas nesta quarta-feira, 26. Até agora, 2013 tem sido diferente do ano passado, quando as empresas postergaram o lançamento de projetos.

A Metso, concorrente da Voith Paper no segmento, concluiu no fim do último ano a instalação da nova fábrica de celulose da Suzano Papel e Celulose, em Imperatriz (MA). Mais cedo, a companhia também anunciou um acordo para a construção da fábrica da CMPC Celulose Riograndense, em Guaíba (RS).

De acordo com Tacla, os novos projetos brasileiros devem consolidar a liderança da América do Sul no mercado de celulose de fibra curta. Da mesma forma, devem manter a região entre os principais mercados globais da Metso.

O acordo com a CMPC Celulose Riograndense é estimado em 800 milhões a 900 milhões de euros, dos quais 400 milhões de euros referentes a equipamentos e sistemas da própria Metso. Com isso, o faturamento da companhia deverá manter "um nível alto" em 2013, segundo Tacla. O executivo, contudo, não revelou a projeção de faturamento da Metso para o ano. A receita da empresa em 2012 foi garantida por projetos anunciados nos anos anteriores, caso da própria fábrica da Suzano.

Oportunidades

Além dos projetos de celulose, a Metso permanece atenta a oportunidades nas áreas de papel e biorrefinarias. Este segundo segmento, ainda em fase embrionária no Brasil, é analisado como um potencial mercado de grande crescimento no médio e longo prazo. "Já estamos em fase de demonstração (do sistema). É um mercado que vai nos possibilitar negócios dentro de cinco a dez anos e vai representar uma parcela importante em nossos negócios", disse Tacla.

No segmento de papéis, a Metso está atenta ao crescimento do mercado de papéis sanitários (tissue) e analisa o interesse da Klabin em construir uma fábrica de papel cartão. A unidade deve ser anunciada nos próximos meses e entraria em operação após o início das atividades da fábrica de celulose, em construção no município de Ortigueira (PR). Esta fábrica deve entrar em operação no primeiro trimestre de 2016 e a unidade de papel cartão produziria, possivelmente, a partir do segundo semestre do mesmo ano.

Tudo o que sabemos sobre:
Metsopapel e celuloseperspectivas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.